INTRODUÇÃO
Carl Pei, cofundador e CEO da Nothing, apresentou uma visão ousada durante a conferência SXSW em Austin: um futuro pós-iPhone onde dispositivos são movidos por agentes de inteligência artificial, não por aplicativos tradicionais. Para o executivo, essa transição é inevitável e já está em curso, com potenciais impactos disruptivos para startups e fundadores que ainda dependem de apps como núcleo de valor.
DESENVOLVIMENTO
Pei detalhou os passos rumo a esse futuro. A fase inicial, já testada por algumas empresas, envolve recursos de IA que executam comandos simples, como reservar voos ou hotéis. No entanto, ele considera essa etapa "super chata". O próximo nível, mais promissor, seria a IA aprendendo intenções dos usuários a longo prazo, como oferecer sugestões personalizadas para metas de saúde. Essa visão não é nova para a Nothing: em 2023, ajudou a empresa a captar US$ 200 milhões em uma rodada de financiamento, com o pitch de um smartphone que usa IA e personalização tão precisas que os usuários não precisariam verificar suas saídas.
CONCLUSÃO
A declaração de Pei reforça uma tendência crescente no setor de tecnologia, onde a IA promete redefinir a interação humano-dispositivo. Se sua previsão se concretizar, a era dos aplicativos como os conhecemos pode estar com os dias contados, dando lugar a assistentes digitais mais intuitivos e proativos.

