A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa oficialmente neste sábado (28) em grande parte do país, com foco nos grupos mais vulneráveis às complicações da doença. A mobilização, que segue até o dia 30 de maio, abrange as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul, enquanto a Região Norte terá sua campanha no segundo semestre, devido à sazonalidade da gripe na área.
O Ministério da Saúde já distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina trivalente, que protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias desde o início, com ações de busca ativa para alcançar imediatamente os públicos prioritários.
Entre os grupos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. A vacinação também é ofertada para outros grupos, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose, enquanto as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Alguns estados, como o Distrito Federal e a cidade do Rio de Janeiro, já anteciparam o início da campanha, começando a imunização na quarta-feira (25) e terça-feira (24), respectivamente. A aplicação pode ser feita de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, incluindo a da covid-19.
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. "A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação", explicou o Ministério da Saúde.
Dados preliminares de 2026 apontam um aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.
A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra a influenza, contribuindo para reduzir casos graves, internações e mortes. A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação, e o Ministério da Saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

