A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo alerta os produtores rurais: a Campanha de Atualização dos Rebanhos, que começou em 1º de novembro, termina na próxima segunda-feira, dia 15. Com o fim da vacinação obrigatória contra a Febre Aftosa em 2023, a declaração dos rebanhos no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) tornou-se uma obrigação fundamental para quem cria animais no estado.

A medida atende a uma necessidade de controle sanitário mais abrangente. Agora, não são apenas os bovinos que precisam ser declarados, mas todo um leque de espécies: búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, além de colmeias de abelhas e até mesmo o bicho da seda. Essa ampliação reflete a diversidade da produção paulista e a importância de monitorar a saúde de todos os rebanhos.

Quem deixar de fazer a declaração dentro do prazo pode enfrentar consequências sérias. A principal delas é o bloqueio da movimentação dos animais, o que impede a venda, o transporte para outras propriedades ou participação em leilões. Além disso, fica inviabilizada a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para qualquer transporte de animais. A SAA também alerta para a possibilidade de sanções administrativas, que podem incluir multas.

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A boa notícia é que o processo de atualização é acessível. A forma mais direta é pelo próprio sistema Gedave, online. Para quem prefere o atendimento presencial ou tem dificuldades com o meio digital, é possível comparecer a uma das Unidades da Defesa Agropecuária espalhadas estrategicamente pelo estado. Há ainda uma terceira opção: o produtor pode baixar o formulário específico da campanha, preencher e enviar por e-mail. O documento está disponível no site da Defesa Agropecuária.

Paralelamente à campanha de atualização, os produtores de bovinos e búfalos precisam estar atentos a outra frente importante: a Campanha de Vacinação contra a Brucelose. Diferente de antes, ela agora é contínua, vigora durante todo o ano. A etapa atual começou em 1º de julho e se estende até 31 de dezembro. Nesse período, todas as fêmeas bovinas e bubalinas (de búfalos) com idade entre três e oito meses devem ser vacinadas.

Por se tratar de uma vacina com microrganismo vivo, que pode causar infecção em humanos, a aplicação não pode ser feita pelo produtor. A lei exige que um médico veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária realize o procedimento. Esse profissional garante a aplicação correta e, ao final, fornece um atestado de vacinação ao proprietário. A lista desses veterinários credenciados, organizada por município, está disponível no site da secretaria.

Após a vacinação, o veterinário tem até quatro dias para registrar o atestado no sistema Gedave, dentro do período da campanha. Esse registro é o que valida a imunização perante o estado. No entanto, pode haver um entrave: se o sistema Gedave identificar uma divergência entre o número de animais vacinados e o número total de animais declarados pelo produtor na atualização de rebanho, o processo fica pendente.

Nesses casos de incongruência, tanto o veterinário quanto o produtor recebem uma notificação por e-mail (o mesmo cadastrado no Gedave) informando sobre a pendência. Cabe então ao proprietário regularizar a situação, ajustando a declaração do rebanho, para que a vacinação seja efetivamente validada. Essa integração entre os sistemas visa garantir que os dados sanitários do estado sejam precisos e confiáveis, um pilar fundamental para a defesa agropecuária e para a manutenção do status sanitário de excelência de São Paulo.