Em um passo importante para a saúde pública brasileira, a Fundação para o Remédio Popular "Chopin Tavares de Lima" (FURP), que agora passa a se chamar Butantan Farma, teve cinco Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) aprovadas pelo Ministério da Saúde. O anúncio foi feito durante a Reunião da Plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, realizada na segunda-feira (24), com a presença de autoridades como a secretária de Estado da Saúde em exercício, Priscilla Perdicaris, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Essas parcerias, firmadas com empresas privadas como Cristália, Prati & Donaduzzi, BIOCON Pharma e Nortec, Blanver e Cyg Biotech, visam ampliar a produção de medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os tratamentos beneficiados estão os para doenças raras, como fibrose cística e amiloidose; oncológicos, como leucemias e carcinoma de células renais; e doenças negligenciadas, incluindo antirretrovirais para HIV.
"A aprovação dessas PDPs é fundamental para garantir a produção desses medicamentos que são considerados estratégicos para o Instituto Butantan e para o SUS", afirmou Priscilla Perdicaris, destacando o impacto positivo na saúde da população. Já Rogério Aun, superintendente da FURP, comemorou: "Essas parcerias aprovadas hoje pelo Ministério da Saúde reforçam a nossa missão institucional de produzir medicamentos para o SUS, promover o desenvolvimento tecnológico e ampliar o acesso da população a tratamentos de ponta".
As PDPs aprovadas incluem medicamentos como o Ivacaftor 150mg, para fibrose cística, em parceria com a Cristália, com produção prevista após o fim da proteção patentária em junho de 2026; o Tafamidis Meglumina 20mg, para amiloidose, já sem patente, desenvolvido com a Prati & Donaduzzi; o Dasatinibe 20 e 100mg, para leucemias, em colaboração com BIOCON Pharma e Nortec, também sem proteção de patente; o Pazopanibe 200mg e 400mg, para carcinoma de células renais, com Blanver e Cyg Biotech, sem patente; e o Dolutegravir 50mg + Lamivudina 300mg, antirretroviral para HIV, com produção prevista após o término da proteção patentária em abril de 2026.
Essa iniciativa se alinha com a recente incorporação da FURP ao Instituto Butantan, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 11 de novembro. A mudança, que resultou no nome Butantan Farma, tem como objetivo fortalecer a inovação e diversificação de medicamentos, ampliando a oferta para o SUS. Ao unir a capacidade industrial da FURP com a expertise em pesquisa do Butantan, o Governo de São Paulo planeja expandir o portfólio atual de 30 medicamentos, com potencial para chegar a 100 produtos nos próximos anos, incluindo 35 previstos para os próximos cinco anos.
Com isso, o Butantan Farma se consolida como um braço farmacêutico mais ágil e inovador, prometendo melhorar o acesso a tratamentos de alta complexidade e reforçar a autonomia do Brasil na produção de medicamentos estratégicos.

