O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) consolidou-se como o principal agente financeiro do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) no Brasil, viabilizando R$ 298,3 milhões em financiamentos para o setor turístico do Paraná entre 2018 e 2026. Os dados, extraídos do Painel Gerencial do Novo Fungetur, revelam que o banco foi responsável por 51,6% do total de recursos aportados pelo fundo no estado durante esse período.

Quando somados aos R$ 88 milhões em operações da Fomento Paraná, o volume de crédito destinado por meio do Sistema Paranaense de Fomento alcança R$ 384,4 milhões, o equivalente a 66% do total de recursos do Fungetur no Paraná. Essa parceria estratégica entre as instituições de fomento tem sido fundamental para impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços turísticos em todo o estado.

De acordo com o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, a capacidade do banco em ampliar a contratação de crédito sempre que há disponibilidade de recursos tem sido decisiva para fazer o financiamento chegar até os empreendedores. "Sempre que há disponibilidade de recursos, o BRDE tem capacidade de ampliar a contratação e fazer o crédito chegar à ponta. A demanda tem sido forte e contínua, o que mostra a maturidade dos projetos e a necessidade de investimento no setor", afirma Garcia Junior.

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Os recursos do BRDE no Paraná foram direcionados principalmente para meios de hospedagem e parques temáticos, permitindo que empreendimentos dos mais diversos portes investissem em modernização, ampliação da capacidade de atendimento e qualificação da experiência do turista. O superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, destaca a importância desse financiamento estruturado: "Essa complementariedade é estratégica. Quando o setor tem crédito estruturado, o turismo deixa de ser apenas sazonal e passa a operar como economia permanente, com mais emprego e competitividade".

Uma análise por porte de empresa revela que as médias empresas do setor turístico paranaense receberam R$ 227 milhões em financiamentos do BRDE, representando 76% do total repassado pelo banco no estado. Outros 19% das operações atenderam micro e pequenas empresas. Já no caso da Fomento Paraná, a proporção se inverte: 74% do volume repassado pela instituição foi direcionado às micro e pequenas empresas.

O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, ressalta o papel da instituição no atendimento a centenas de empreendimentos em todo o estado, especialmente os pequenos negócios que são importantes geradores de empregos e renda. "E o mais importante é que a parceria continua, temos mais de R$ 21 milhões disponíveis na linha Fomento Turismo para apoiar o desenvolvimento de pequenos negócios ligados ao turismo, com as melhores taxas e condições do mercado", afirma Stabile.

O Painel Gerencial do Novo Fungetur mostra ainda que o BRDE se destaca no cenário nacional como principal agente financeiro na operacionalização do crédito federal voltado ao desenvolvimento do turismo. Nos três estados da Região Sul, as contratações pelo banco somam aproximadamente R$ 1 bilhão, resultado que ajudou a posicionar a região na liderança nacional na contratação de recursos do Fungetur.

Desde 2018, os recursos disponibilizados pelo BRDE contabilizam cerca de 1,6 mil operações de crédito na Região Sul. O ano de 2021 concentrou 1,2 mil contratos, refletindo o papel crucial do programa na sustentação do setor durante a recuperação econômica pós-pandemia. O diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, explica: "O turismo foi um dos segmentos mais pressionados na pandemia, e o crédito teve papel decisivo para preservar empresas, manter empregos e preparar a retomada. O que o Fungetur oferece é previsibilidade: financiamento com prazos e condições compatíveis com o tempo de maturação do investimento, permitindo que o empreendedor invista sem comprometer a operação".

O Fungetur financia obras, modernização de empreendimentos, aquisição de equipamentos e capital de giro, ampliando a segurança e a previsibilidade para empreendedores do setor. O acesso ocorre por meio do Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, que reúne 174 mil prestadores ativos no país. O ticket médio por empreendimento cadastrado é de R$ 28 mil, permitindo que empresas de diferentes portes participem das linhas de crédito.

Essa estrutura de financiamento tem contribuído para fortalecer o turismo paranaense, que recebeu 181,9 mil turistas estrangeiros de mais de 100 países apenas em janeiro, demonstrando o potencial de crescimento do setor quando apoiado por políticas públicas eficientes e parcerias estratégicas entre instituições financeiras e o poder público.