O Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, Série A1, inicia sua edição de 2026 nesta quinta-feira (12) com uma novidade importante para a visibilidade da modalidade: a transmissão ao vivo pela TV Brasil. A partida de abertura, entre Mixto e Flamengo, acontece no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá, a partir das 21h (horário de Brasília). Para o público local, o jogo começa às 20h.
Esta será a terceira participação do Mixto na elite do futebol feminino nacional, após uma ausência de 11 anos. A última vez que a equipe disputou a primeira divisão foi em 2015. Conhecidas como Tigresas, elas herdaram uma das vagas deixadas por Real Brasília e Fortaleza, que encerraram seus departamentos femininos. A outra vaga ficou com o Vitória. Em 2025, o Mixto caiu nas quartas de final da Série A2.
Para o retorno à Série A1, o Mixto montou um elenco experiente. Entre os reforços, destacam-se a goleira Thaís Helena, de 38 anos, ex-Atlético-MG e vice-campeã do mundo pela seleção brasileira em 2007, e a meia paraguaia Fany Gauto, de 31 anos, com passagens por Ferroviária e Internacional. O comando técnico fica com Adilson Galdino, tricampeão da Libertadores pelo São José e que levou a equipe paulista à conquista do Mundial de Clubes em 2014, competição sem chancela da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Do outro lado, o Flamengo é o segundo time com mais presenças na competição organizada pela CBF desde 2013, atrás apenas da Ferroviária. Será a 12ª participação das Meninas da Gávea, única equipe fora do estado de São Paulo a já ter sido campeã, em 2016. No entanto, o clube passou por uma readequação orçamentária para 2025, com redução no investimento e maior aproveitamento da base.
O Flamengo manteve suas principais estrelas, como a meia e capitã Djeni e a centroavante Cristiane, mas liberou jogadoras importantes, como a zagueira Agustina Barroso, que foi para o Corinthians, e a atacante Gláucia, reforço do Palmeiras. A expectativa é que ao menos 10 jogadoras da base reforcem o time comandado por Celso Silva, que assumiu após a saída de Rosana Augusto. A equipe sub-20 do Rubro-Negro foi vice-campeã do Brasileirão em 2025 e conquistou o bicampeonato da Copinha Feminina.
A primeira rodada do Brasileirão Feminino 2026 segue na sexta-feira (13), também com transmissão da TV Brasil. O Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil, estreia na Arena Crefisa, em Barueri (SP), contra o América-MG. As Palestrinas contam com reforços de peso, como o retorno da atacante Bia Zaneratto, que estava nos Estados Unidos.
No mesmo dia, o Corinthians, atual hexacampeão e dono de sete títulos, estreia contra o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. O Timão esteve presente nas últimas nove finais e ostenta um aproveitamento de 81,7% em jogos pelo Brasileirão. Entre os reforços, destacam-se o retorno da volante Ana Vitória, ex-Atlético de Madrid, e a chegada da atacante uruguaia Belén Aquino, ex-Internacional.
O regulamento do Brasileirão Feminino 2026 se assemelha ao dos anos anteriores, mas com uma mudança significativa: o número de participantes aumentou de 16 para 18 equipes. Na primeira fase, os times se enfrentam em turno único. As oito melhores avançam às quartas de final, enquanto as duas piores caem para a Série A2. As fases mata-mata terão jogos de ida e volta. Segundo a tabela da CBF, o campeão será conhecido no dia 4 de outubro.
Além dos jogos já mencionados, a primeira rodada terá outros duelos importantes. No sábado (14), Fluminense e Vitória se enfrentam no estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, enquanto Bahia e Cruzeiro duelam em Salvador. No domingo (15), Red Bull Bragantino e Ferroviária jogam em Atibaia (SP). A rodada se encerra na segunda-feira (16) com Santos x Grêmio e Internacional x São Paulo.
O aumento no número de equipes e a transmissão pela TV Brasil são vistas como passos importantes para o crescimento do futebol feminino no país. Com clubes tradicionais investindo e a visibilidade em rede nacional, a expectativa é que a edição 2026 do Brasileirão Feminino atraia ainda mais torcedores e consolide a modalidade no cenário esportivo brasileiro.

