O Corpo de Bombeiros do Amazonas intensificou as operações de busca pelos sete desaparecidos do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, que afundou na última sexta-feira (13) no trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte. A tragédia já deixou duas vítimas fatais: uma mulher de 22 anos e uma criança de aproximadamente 3 anos.

Para ampliar a capacidade de localização nas águas turbulentas do encontro dos rios Negro e Solimões, a corporação recebeu reforço de equipamentos de alta tecnologia. Um helicóptero, drones e sonares mais sofisticados, capazes de fazer varredura lateral e vertical, foram incorporados às buscas. Esses equipamentos são fruto de uma parceria com o governo do estado de São Paulo, demonstrando uma cooperação interestadual em momentos de crise.

Além do aparato tecnológico, a base do Corpo de Bombeiros localizada no porto de Manaus foi transformada em um ponto de apoio central para o atendimento aos familiares das vítimas. O governo do Amazonas informou que uma equipe multidisciplinar, incluindo assistentes sociais e psicólogos, está prestando assistência às famílias afetadas pela tragédia.

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O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, quando a lancha rápida naufragou próximo a Manaus. Um total de 71 pessoas foram resgatadas com vida por outra embarcação que passava pelo local no momento do incidente. Imediatamente após o alerta, uma força-tarefa foi mobilizada, envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança.

Mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas ainda na sexta-feira, trabalhando na área do acidente. A criança de 3 anos, uma das vítimas fatais, chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro da Criança, na zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida.

As operações de busca continuam em andamento, com as equipes utilizando todos os recursos disponíveis para localizar os sete desaparecidos. A complexidade do cenário – com as correntes fortes características do encontro das águas dos rios Negro e Solimões – torna a tarefa particularmente desafiadora, exigindo equipamentos especializados e trabalho coordenado entre as diferentes agências envolvidas.