Após quase 30 horas de trabalho ininterrupto, os bombeiros de Minas Gerais encerraram na manhã desta sexta-feira (6) as operações de resgate no local do desabamento de um prédio que abrigava um lar de idosos no bairro Jardim Vitória, em Belo Horizonte. O corpo da última vítima foi retirado dos escombros, totalizando 12 mortos na tragédia que chocou a capital mineira.

O desabamento ocorreu na madrugada de quinta-feira (5), quando 29 pessoas estavam dentro do edifício de quatro andares. Entre os presentes no momento do colapso estavam idosos residentes, cuidadores e até uma criança de 2 anos, que foi resgatada com vida. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, nove pessoas conseguiram sair sozinhas dos escombros logo após o edifício ruir, sendo auxiliadas por vizinhos que acorreram ao local. A equipe de resgate, que chegou minutos após o desastre, conseguiu salvar outras vítimas que estavam presas nos destroços.

Durante os trabalhos desta madrugada, foram encontrados quatro corpos, sendo o último deles retirado pela manhã, marcando o fim das buscas. A tragédia mobilizou dezenas de profissionais, incluindo bombeiros, equipes de saúde e defensores civis, em uma operação complexa devido à instabilidade dos escombros e ao risco de novos desmoronamentos.

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A causa do desabamento ainda não foi determinada. A prefeitura de Belo Horizonte informou que o lar de idosos possuía alvará de funcionamento regularizado, o que levanta questões sobre a segurança estrutural do prédio. Investigadores já iniciaram perícias no local para apurar as razões do colapso, que pode envolver falhas na construção, falta de manutenção ou outros fatores. A expectativa é que um laudo técnico seja divulgado nas próximas semanas.

O desabamento reacendeu o debate sobre a fiscalização de instituições que abrigam idosos no Brasil, um tema sensível diante do envelhecimento da população. A tragédia em Belo Horizonte ocorre em um contexto em que a primeira vara de atenção a idosos do país completa um ano e é vista como referência, destacando a necessidade de políticas públicas mais robustas para proteger essa faixa etária vulnerável.

Familiares das vítimas e sobreviventes receberam apoio psicológico e assistência social, enquanto a comunidade local se mobilizou para doações e solidariedade. O caso deve seguir sob investigação das autoridades, com possíveis implicações criminais dependendo dos resultados das perícias. Enquanto isso, a cidade de Belo Horizonte se despede das vítimas com um sentimento de luto e uma busca por respostas que possam prevenir futuras tragédias.