O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica nesta quarta-feira (17), em Brasília. O procedimento, agendado pela Polícia Federal (PF), ocorrerá na sede do Instituto Nacional de Criminalística e tem como objetivo avaliar a real necessidade de uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal diagnosticada recentemente. A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai decidir se autoriza Bolsonaro a deixar a prisão para realizar o procedimento cirúrgico recomendado por seus médicos particulares.

Na mesma decisão, Moraes ordenou que o exame de ultrassom feito por Bolsonaro no último domingo (14) seja enviado aos peritos da PF. O ultrassom, realizado com equipamento portátil e autorizado pelo ministro, confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal. A perícia desta quarta-feira vai analisar esses resultados e outros aspectos clínicos para embasar a decisão judicial sobre o pedido da defesa, que inclui a realização da cirurgia e, em caso de autorização, a possibilidade de prisão domiciliar durante o período de recuperação.

Bolsonaro está preso desde fevereiro em uma sala da Superintendência da PF em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista. A defesa do ex-presidente tem reiterado os pedidos por intervenção cirúrgica e mudança de regime prisional, argumentando questões de saúde. O caso ganhou novos contornos com o agendamento da perícia, que deve trazer elementos técnicos para a análise de Moraes.

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O ministro do STF tem sido o responsável por coordenar as decisões relacionadas à situação carcerária de Bolsonaro, balanceando aspectos de segurança, jurídicos e de saúde. A perícia médica é vista como um passo crucial nesse processo, pois vai fornecer um laudo independente sobre a condição clínica do ex-presidente e a urgência do tratamento proposto. Caso a cirurgia seja autorizada, ainda caberá ao ministro definir as condições para sua realização, incluindo possíveis medidas de custódia alternativas.

O desfecho do caso pode impactar não apenas a situação pessoal de Bolsonaro, mas também o debate público sobre o tratamento de presos com necessidades médicas específicas. Enquanto isso, a PF se prepara para conduzir a perícia com seus peritos, em um procedimento que deve seguir protocolos rigorosos de segurança e transparência. A expectativa é que os resultados sejam encaminhados ao STF em breve, para que Moraes tome uma decisão final sobre os pedidos da defesa.