O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star no fim da tarde desta quinta-feira (1º), após receber alta médica. Ele estava internado desde o dia 24 de fevereiro, quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Por volta das 18h40, um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados saiu da garagem do hospital, localizado na Asa Sul, em Brasília.

Com a liberação hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro de 2025, após condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. O hospital fica a poucos quilômetros da PF, facilitando o deslocamento. A saída foi registrada por fotógrafos, incluindo Rafael Calado, da TV Brasil.

Durante a internação, além da cirurgia inicial, a equipe médica avaliou a necessidade de outros procedimentos para conter um quadro persistente de soluços. Na quarta-feira (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia, que constatou a persistência de esofagite e gastrite. Os médicos informaram melhora na crise de soluços e já haviam programado a alta para esta quinta-feira, caso não houvesse novos problemas de saúde.

Publicidade
Publicidade

Na manhã desta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro que solicitava prisão domiciliar de natureza humanitária após a alta. Na decisão, Moraes avaliou que a defesa não apresentou "fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025".

O documento do STF reforça que permanece autorizado o acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, "e a entrega de comida produzida por seus familiares". Isso garante que o ex-presidente continue recebendo cuidados de saúde adequados enquanto cumpre a pena na PF.

A internação de Bolsonaro gerou atenção nacional, com notícias relacionadas abordando desde a cirurgia até os apelos legais. A defesa tentou, sem sucesso, usar o estado de saúde como argumento para mudar o regime de prisão, mas o STF manteve a decisão anterior, priorizando a execução da pena. A situação ilustra os desdobramentos jurídicos e de saúde que envolvem figuras públicas em processos penais de alta complexidade.

Com a alta confirmada e a negativa do STF, Bolsonaro segue preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde deve continuar o acompanhamento médico conforme necessário. O caso continua a ser monitorado por autoridades e pela mídia, refletindo os desafios na interface entre saúde, direito e política no Brasil.