Entre sol e nuvens, mas sem sinal de chuva, a terceira edição do Bloco Modo Surto de Luísa Sonza ocupou a Avenida Arquiteto Carlos Bratke, na Vila Andrade, zona sul paulistana, neste domingo (8). Por volta das 14h, a cantora subiu ao trio elétrico para iniciar as mais de quatro horas de folia no circuito Laguna.
O projeto, que surgiu como uma aposta em 2024, consolidou-se e retornou com maior fôlego em 2026. Para a anfitriã, o cortejo simboliza uma autonomia criativa que se distancia do rigor das apresentações pop convencionais. “Eu me importo muito com performance, gosto de entregar algo muito fechado e planejado. Mas, por vezes, é excelente se desengessar”, esclarece a intérprete. “Este é um instante de afeto, de celebrar e aproveitar com os fãs em arranjos inéditos. Esse encontro festivo do carnaval significa muito para mim”.
No meio da multidão, a estudante Jennifer, 20, prestigiava o evento pela segunda vez. Admiradora confessa da gaúcha, ela elogiou o disco de bossa nova lançado recentemente, intitulado “Bossa Sempre Nova”. “Achei que o gênero harmonizou perfeitamente com ela”, afirmou entusiasmada.
Próximo dali, Natália, 39, debutava no Modo Surto. “Já sinto que será memorável”, previu antes da largada. Mãe de uma jovem de 18 anos, ela enxerga na obra de Sonza um elo geracional. “Ela promoveu uma conexão musical entre mim e minha filha. Escutamos juntas”. Além da protagonista, Natália aguardava ansiosamente pelas participações de Melody e Pocah, presenças confirmadas no trio.
Luan, 27, também era estreante e demonstrava grandes expectativas para o evento, que se consolidou como um marco no carnaval paulistano.

