A quadra da Escola Unidos dos Guaranys, na Rua Araribá, 285, no bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte, recebeu nesta segunda-feira (2) familiares, amigos e admiradores para o velório da cantora e sambista Adriana Araújo. A cerimônia de despedida, que começou na manhã desta terça-feira (3), está prevista para terminar às 12h, com sepultamento restrito aos familiares. A artista, uma das maiores expressões do samba em Minas Gerais, morreu aos 49 anos após complicações de um aneurisma cerebral.
Adriana Araújo estava internada desde sábado (28), quando sofreu o aneurisma. Uma nota oficial publicada em seu perfil do Instagram relatou que a artista passou mal em casa, desmaiou e foi levada imediatamente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo depois transferida para o Hospital Odilon Behrens. "Após a realização de exames, foi constatado um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, Adriana encontra-se internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica", informou a publicação.
A nota ainda destacou que os médicos relataram um quadro gravíssimo e irreversível, mas que a equipe seguia acompanhando a evolução clínica. "Apesar do diagnóstico médico, seguimos em oração, acreditando que a resposta final é de Deus. Pedimos respeito, sensibilidade e orações. A família e a equipe agradecem profundamente todo o carinho e apoio que temos recebido", completou o texto.
A confirmação da morte da artista também foi feita através de uma mensagem emocionada em seu perfil do Instagram. "Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor", dizia a publicação. O texto ainda ressaltava que "o samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço".
A postagem destacou ainda que a presença de Adriana ficará eternamente nos corações de familiares, amigos e admiradores e que sua voz continuará ecoando e tocando vidas para sempre nas plataformas onde compartilhou sua arte. "Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo. Obrigada por tanto, nossa rainha. Seu brilho é eterno", finalizava a mensagem.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também usou suas redes sociais para homenagear a artista. "Adriana Araújo se encantou. Não virou estrela. Ela já era. Seu brilho nos iluminava. Sua voz nos embalava nas rodas de samba, no Carnaval e onde quer que chegava. Uma artista solar, que acolhia o público e fazia com que cada um se sentisse único e especial nos seus shows", escreveu a ministra.
Macaé Evaristo lembrou ainda que Adriana transformou o bar do Cacá, no bairro São Paulo em Belo Horizonte, em um quilombo, "onde a alegria dava o tom. Rainha! Descia para estar com os súditos que a reverenciavam. Cantava olhando no olho. Abraçava. Era feita de afeto". A ministra lamentou a morte precoce da cantora aos 49 anos, mas enalteceu seu legado: "A notícia de sua partida nos deixa devastados e devastadas. Aos 49 anos! Mas temos a certeza que será recebida em festa no Orum. Ancestralizou. Deixa um legado no samba, na cultura de Belo Horizonte e do Brasil".
O velório na quadra da Unidos dos Guaranys representa uma última homenagem pública à artista que marcou profundamente a cena cultural mineira. Enquanto familiares e amigos se preparam para o sepultamento restrito, a comunidade artística e os fãs de Adriana Araújo se unem no luto pela perda de uma das vozes mais autênticas do samba brasileiro.

