Uma missão do Banco Mundial (BIRD) concluiu nesta sexta-feira (17) sua avaliação sobre o andamento do programa Paraná Eficiente, uma parceria de US$ 130 milhões com o governo do estado. A instituição internacional passou a semana analisando o cumprimento de metas que determinam os desembolsos do financiamento, com foco em saúde, meio ambiente e gestão pública.
As reuniões e visitas técnicas, que começaram na segunda-feira (13), serviram para verificar o progresso das ações e delinear os próximos passos. O banco acompanha toda a concepção, desenvolvimento e execução das iniciativas, que envolvem diversas secretarias e entidades estaduais, como a Secretaria da Saúde, da Administração e Previdência, de Inovação e Inteligência Artificial, além do Instituto Água e Terra, Defesa Civil e Controladoria-Geral do Estado.
"O encerramento foi excelente. Na área da saúde, confirmamos que todos os indicadores intermediários alcançaram as metas esperadas para dezembro de 2025. Os indicadores de objetivo do projeto também estão num bom caminho de alcance. O setor de meio ambiente também alcançou bons resultados", afirmou a oficial sênior de Operações do Banco Mundial, Daniela Pena. Ela destacou o comprometimento do Paraná: "Foi uma missão muito produtiva e que nos deu certeza do comprometimento do estado e dos alcances de resultados até o momento".
O diretor-geral da Secretaria do Planejamento (SEPL), Domingos Trevizan, reforçou a importância da parceria. "A parceria do Paraná com o Banco Mundial é um importante instrumento para o aprimoramento do trabalho do governo do estado que já está funcionando. Com esse financiamento, estruturamos a manutenção das melhorias que a população paranaense já vê".
As visitas incluíram setores da saúde com impacto direto do projeto, como a área de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e unidades de saúde que utilizam o sistema de Telessaúde. Na área de gestão pública, os avanços apresentados incluíram o encaminhamento para licitação de projetos de dimensionamento da força de trabalho, gestão do patrimônio e do investimento público, regularização cartorial de imóveis, ações da Escola de Gestão, telemetria da frota e serviços de assistência ao servidor.
"O projeto encontra-se em sua melhor fase de maturidade buscando resultados exitosos até a sua conclusão", explicou a coordenadora de Captação de Recursos da Secretaria do Planejamento, Sonia Maria dos Santos. Aproximadamente em seis meses, os especialistas do Banco Mundial retornam para mais uma missão de acompanhamento.
Na área de meio ambiente e defesa civil, as apresentações incluíram ações da Defesa Civil, sistemas ligados ao Inove Ambiental e a base planialtimétrica do estado do Paraná, uma espécie de "Google Maps" paranaense. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec) concentra esforços na modernização do sistema de monitoramento e emissão de alertas.
"Isso permite acompanhar com maior rapidez situações como temporais, inundações, incêndios florestais e riscos geológicos, ampliando a capacidade de prevenção, preparação e resposta à população", avaliou o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual. O sistema em desenvolvimento cruza modelos atuais de precipitação com automação de análises e inteligência de dados, já demonstrando uma taxa de assertividade de 79,72% nos alertas emitidos em 2025, muito próxima da meta de 80% prevista para 2026.
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) atua na gestão de riscos por meio de auditoria interna, uma ferramenta estratégica para melhorar processos e fortalecer controles. No âmbito do Paraná Eficiente, a CGE investirá recursos para elevar seu grau de maturidade institucional, utilizando como parâmetro o Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM) para o Setor Público, desenvolvido pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA).
Na saúde, a Secretaria da Saúde (Sesa) recebeu em fevereiro um repasse de US$ 3,75 milhões (R$ 19,8 milhões) para investir no aprimoramento do combate a riscos cardiovasculares e modernização de sistemas. A meta do projeto previa que 37,5% dos municípios estivessem vinculados ao programa Nacional Telessaúde, mas o trabalho realizado resultou em 41% (164 das 399 cidades paranaenses) em 2025, superando o acordado com o BIRD.
O Instituto Água e Terra (IAT) também recebeu recursos em fevereiro: US$ 5,6 milhões (R$ 29,7 milhões) destinados à rede de monitoramento, aplicativos, sistema de gestão e projetos para a realização da base cartográfica do Paraná, com destaque para o mapeamento de áreas de inundação e novas estações de monitoramento da qualidade do ar.
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) participa do Paraná Eficiente como Agência de Verificação Independente, designado pelo Banco Mundial. "O Ipardes, na condição de agência de verificação independente, vem ampliando a sua competência nos projetos referentes ao Paraná Eficiente. Estamos entregando os relatórios de verificação de indicadores para indicar que as secretarias e órgãos do estado envolvidos têm cumprido todos os quesitos solicitados", apontou o presidente do Ipardes, Jorge Callado.
O programa Paraná Eficiente foi elaborado inicialmente para responder à pandemia da Covid-19, desenvolvendo a eficiência da saúde e outros serviços públicos prioritários. Com o tempo e a superação da situação de emergência, o programa passou a ter como objetivo melhorar cada vez mais a eficiência administrativa do governo do estado.

