O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl deste domingo (8) foi muito mais do que uma apresentação musical. O cantor porto-riquenho transformou o palco em uma celebração vibrante da cultura de seu país, mas também em um momento de reflexão sobre sua história, marcada pelo colonialismo e pela escravidão.

A apresentação começou com uma cena poderosa: pessoas trabalhando em plantações de cana-de-açúcar, enquanto Bad Bunny cantava "Tití Me Preguntó" caminhando entre elas. A cana-de-açúcar foi o motor econômico de muitos países caribenhos, incluindo Porto Rico, nos séculos XIX e início do XX, e simboliza o legado colonial e escravocrata da região.

Os trabalhadores vestiam roupas brancas e chapéus de palha "pava", em referência ao jíbaro, figura icônica do camponês porto-riquenho. Sob o domínio colonial espanhol, Porto Rico aboliu a escravidão em 1873, mas anos depois, com o controle dos Estados Unidos, empresas americanas tomaram posse de terras locais.

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Além do peso histórico, o show foi uma festa. O setlist incluiu hits como "Voy a Llevarte Pa PR", "EoO" e "Nuevayol", com participações especiais de Lady Gaga e Ricky Martin. Bad Bunny mostrou que é possível unir entretenimento de alto nível com uma mensagem profunda sobre identidade e resistência cultural.