Bad Bunny interrompeu sua apresentação no Allianz Parque, em São Paulo, na noite de sábado (21), para homenagear Willie Colón, lendário músico de salsa que faleceu aos 75 anos. O artista porto-riquenho fez uma pausa durante seu segundo show na capital paulista como parte da turnê mundial "Debí Tirar Más Fotos" para prestar tributo ao colega.

"Hoje, uma das lendas que contribuíram para este belo e lendário gênero musical nos deixou", disse Benito, em espanhol, para o público paulistano. "Então, em meu nome e em nome de Los Sobrinos, desejamos paz a Willie Colón. Muita força para sua família."

O empresário de longa data de Colón, Pietro Carlos, confirmou a morte do músico na manhã de sábado, destacando que Willie não apenas mudou a salsa, mas a expandiu, politizou e a revestiu de crônicas urbanas, levando o gênero a palcos inéditos. Segundo ele, o trombone de Colón era a voz do povo.

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Bad Bunny ressaltou que o impacto do músico será eterno. "A inspiração de tantos desses grandes músicos que deixaram sua marca na Terra jamais morrerá enquanto houver jovens talentosos como estes aqui, mantendo viva a música, a salsa e todos os ritmos caribenhos."

Colón foi um pioneiro com uma lista repleta de sucessos, desde "Ché Ché Colé" e "Aguanile", gravadas com Héctor Lavoe, até o álbum "Celia and Willie", com Celia Cruz, e "Siembra", gravado com Ruben Blades, que se tornou o disco de salsa mais vendido de todos os tempos.