Aula viva aproxima jovens da realidade animal
Palestra com cão resgatado, coruja e jiboia arco-íris reforça consciência ambiental e adoção responsável no Colégio Estadual Nilo Cairo
Foto: Arquivo
Uma manhã diferente marcou a rotina dos alunos do Colégio Estadual Nilo Cairo. Entre olhares curiosos e sorrisos, um cão resgatado, uma coruja e até uma jiboia arco-íris ajudaram a transformar o aprendizado em uma experiência real de conscientização ambiental. A atividade foi promovida pelo Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa), com apoio das professoras de biologia da instituição, e teve como foco a adoção responsável e o cuidado com animais domésticos e silvestres.
O diretor do Cemsa, Fernando Felippe, conhecido comoRepórter Selvagem, destacou que a ação é parte de um trabalho que já vem sendo desenvolvido junto a estudantes da rede municipal. Segundo ele, a presença de animais reais torna a mensagem mais concreta e próxima do cotidiano dos jovens, despertando empatia e senso de responsabilidade.
O cão levado à escola, por exemplo, foi resgatado das ruas e hoje atua como um verdadeiro “educador” no projeto. A intenção é mostrar que, além de necessidades básicas como ração e água, cães e gatos demandam atenção constante, cuidados veterinários e acompanhamento de saúde. “O abandono, infelizmente, ainda ocorre muito por falta de informação sobre as responsabilidades que vêm junto com a adoção”, ressaltou Fernando.
Entre os animais apresentados, estavam também uma coruja e uma jiboia arco-íris — espécie de serpente não peçonhenta e legalizada pelo Ibama. Ambos são animais de estimação do próprio diretor, que explicou aos estudantes detalhes sobre a posse legal de espécies silvestres, abordando aspectos de manejo responsável e preservação ambiental.
A professora Déborah Renata Dias dos Santos contou que a palestra reuniu alunos do 2º ano do Ensino Médio, incluindo os cursos de magistério, técnico e regular. Segundo ela, a proposta surgiu da necessidade de aproximar teoria e prática, tornando o aprendizado mais dinâmico e participativo. “Quando o estudante tem contato direto com os temas estudados, o envolvimento e a retenção do conhecimento aumentam significativamente”, afirmou.
A atividade contou ainda com a participação da professora Érica Aparecida Castilho e supervisão do diretor auxiliar Juliano Delgado. Para os organizadores, a experiência foi além do conteúdo programático, deixando uma mensagem clara: respeitar e cuidar dos animais, sejam domésticos ou silvestres, é um dever que envolve informação, empatia e compromisso.
Essa união entre educação formal e vivência prática mostrou que a conscientização ambiental não precisa estar restrita aos livros — ela pode ser sentida, observada e até acariciada.
Fonte:
Arquivo Histórico

