A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná está intensificando as orientações para prevenir acidentes com águas-vivas nas praias do estado. Desde o início da temporada de verão, em dezembro de 2025, já foram registrados 2.547 atendimentos a pessoas que sofreram queimaduras provocadas pelas toxinas presentes nos tentáculos desses animais marinhos.

No Paraná, a maior incidência de acidentes é observada justamente nos meses de dezembro e janeiro. Nesse período, fatores como elevação da temperatura da água, baixa ondulação e maior estabilidade do mar criam condições ideais para a presença das águas-vivas próximo à costa.

"Todos os anos reforçamos que a presença de águas-vivas faz parte do verão no Litoral. A orientação é simples: atenção redobrada, respeito às sinalizações e busca imediata de atendimento em caso de acidente. Informação é a principal ferramenta para evitar complicações", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a Sesa, o contato com os tentáculos das águas-vivas pode provocar ardência, dor intensa e inchaço, com sintomas que variam de 30 minutos a 24 horas. Também podem surgir marcas avermelhadas ou escurecidas na pele. Em situações mais graves, há risco de náuseas, vômitos, câimbras e dificuldade respiratória, exigindo atendimento médico imediato.

A Divisão de Vigilância de Zoonoses orienta que, ao perceber qualquer contato com o animal, o banhista procure imediatamente os postos de guarda-vidas. A recomendação é evitar tocar nas águas-vivas, mesmo quando aparentam estar mortas na areia, respeitar as sinalizações nas praias e seguir as orientações das equipes de salvamento para reduzir o risco de acidentes.

O Corpo de Bombeiros do Paraná também emitiu recomendações específicas para os banhistas. A primeira delas é observar a faixa de areia: se houver animais ou tentáculos visíveis, deve-se evitar entrar no mar. O uso de camisetas e bermudas em elastano, próprias para atividades aquáticas, é recomendado para reduzir a área de contato, especialmente em crianças e idosos.

Em caso de queimadura, a orientação é sair da água imediatamente e procurar um posto de guarda-vidas. Deve-se aplicar vinagre diretamente na lesão e lavar com água do mar. É fundamental nunca usar água doce, gelo, álcool ou urina no local da queimadura, pois essas substâncias podem piorar a situação.

Os banhistas devem procurar ajuda médica se surgirem sintomas como febre, confusão mental, dificuldade respiratória ou dor intensa persistente. Em situações de emergência, o telefone 193 do Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente.

Com a aproximação do Carnaval, período em que as praias paranaenses recebem um grande fluxo de turistas, as autoridades de saúde reforçam a importância dessas medidas preventivas. A combinação de cuidados com alimentação e hidratação adequadas durante as festividades, aliada à atenção redobrada com a presença de águas-vivas, pode garantir um verão mais seguro para todos os foliões que escolhem o litoral paranaense como destino.