INTRODUÇÃO
Uma tentativa de ataque cibernético contra a infraestrutura energética da Polônia em dezembro foi atribuída a hackers russos do grupo Sandworm, conhecidos por causar interrupções no setor energético da Ucrânia. O incidente, descrito pelo ministro polonês da Energia como o "ataque mais forte" em anos, visou duas usinas de calor e energia e tentou interromper comunicações entre instalações renováveis e operadores de distribuição.
DESENVOLVIMENTO
A empresa de segurança cibernética ESET analisou o malware destrutivo usado no ataque, chamado DynoWiper, que é projetado para destruir dados de forma irreversível. Com "confiança média", a ESET atribuiu o ataque ao Sandworm, unidade da agência de inteligência militar russa GRU, com base em sobreposições com pesquisas anteriores sobre o grupo. O ataque ocorreu quase uma década após o primeiro ataque conhecido do Sandworm à infraestrutura energética ucraniana em 2015, que causou apagões para mais de 230.000 residências.
CONCLUSÃO
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que as defesas de cibersegurança do país funcionaram e que a infraestrutura crítica não foi ameaçada. No entanto, o incidente destaca a ameaça contínua de ataques cibernéticos patrocinados por Estados contra infraestruturas energéticas na Europa, exigindo vigilância e cooperação internacional reforçadas.

