A história do Carnaval do Rio de Janeiro é marcada por grandes hegemonias e rivalidades lendárias que atravessaram décadas. Desde os primórdios dos desfiles oficiais, algumas agremiações já despontaram como as "grandes escolas", donas da folia. Pouco a pouco, outras instituições foram se inserindo nesse seleto clube das maiores campeãs.
Atualmente, a Portela ainda lidera o ranking, seguida de perto por Mangueira e Beija-Flor. A era do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, inaugurado em 1984, redefiniu a competição. Algumas escolas passaram a se destacar mais nesse período, enquanto outras, tradicionalmente vitorias, enfrentam jejuns prolongados.
A Beija-Flor, por exemplo, é a maior vencedora da Sapucaí, enquanto o Império Serrano, que brilhou no passado, não conquista um título desde 1982. Com diferentes estilos e histórias marcantes, essas escolas ajudaram a moldar o espetáculo que conhecemos hoje.
A maior campeã da história do Carnaval carioca, a Portela acumula 22 títulos, conquistados entre 1935 e 2017. O período de maior domínio da escola ocorreu entre as décadas de 40 e 60, quando venceu 13 campeonatos, incluindo um heptacampeonato inédito entre 1941 e 1947. O último título veio em 2017, após um longo jejum de 33 anos, em uma conquista dividida com a Mocidade.
Fundada em 1928, a Mangueira é uma das escolas mais tradicionais e populares do Rio. Com 20 títulos, teve sua fase de maior domínio entre os anos 30 e 60, consolidando-se como um ícone da cultura carnavalesca.

