Árvore histórica de Apucarana renasce após replantio
Falsa-seringueira que tombou em temporal ganha nova vida e emociona a cidade
Foto: Arquivo
Uma falsa-seringueira com mais de 60 anos, que caiu durante o temporal do fim de 2024 em Apucarana, no norte do Paraná, voltou a ser notícia em todo o Brasil. O exemplar, que tombou em frente ao Cemitério Cristo Rei, foi replantado em uma chácara da cidade e já apresenta enraizamento e novos brotos, sinalizando o sucesso da iniciativa.
O episódio, que inicialmente mobilizou veículos regionais, voltou a ganhar destaque na mídia nacional após reportagem daFolha de S. Paulo, reforçando a simbologia da árvore para a população local. O replantio foi possível graças à iniciativa da empresária Josilene Bertolin Irmer, que decidiu preservar o tronco após o corte dos galhos usados para liberar a via.
Quando tombou, a árvore atingiu carros estacionados na região central, aumentando os transtornos causados pela tempestade. Após a retirada dos galhos, o tronco seguiria para descarte. No entanto, Josilene solicitou autorização à Prefeitura para replantar o exemplar em sua chácara, localizada no distrito do Barreiro.
O processo envolveu um investimento pessoal da empresária, que desembolsou cerca de R$ 18 mil em transporte, adubação e irrigação. “Foi um esforço necessário para salvar uma parte da história de Apucarana”, relatou ao justificar a iniciativa.
O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, ressaltou a importância do gesto. Para ele, a ação vai além do simples replantio:
O secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Silva, também destacou o valor coletivo da árvore. Ele frisou que, embora o pedido tenha partido de uma moradora, o replantio preserva um símbolo de toda a comunidade:
A falsa-seringueira, que por décadas esteve diante do Cemitério Cristo Rei, passou a ser vista como um marco da paisagem urbana de Apucarana. Sua queda gerou comoção, especialmente entre moradores que associavam a árvore a lembranças familiares e ao cotidiano da cidade.
Agora, com o renascimento no novo espaço, o exemplar se consolida como um símbolo de resistência e preservação da história local. O caso inspira debates sobre a importância de valorizar árvores históricas e investir em soluções que conciliem memória, afeto e sustentabilidade ambiental.
Fonte:
Arquivo Histórico

