A manhã desta terça-feira (22), em Apucarana, foi marcada por um ato de conscientização carregado de simbolismo, emoção e compromisso social. A 3ª edição da Caminhada do Meio-Dia, promovida pela Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família (SEMAF), levou dezenas de pessoas às ruas do centro da cidade, todas vestindo camisetas e portando balões brancos, num forte apelo contra o feminicídio e a violência de gênero. A concentração ocorreu na Praça Interventor Manoel Ribas — conhecida como Praça do Redondo — e os participantes seguiram em caminhada até o platô da Praça Rui Barbosa. No local, autoridades municipais, representantes da rede de proteção às mulheres e membros da sociedade civil realizaram discursos em homenagem às vítimas e reforçaram o compromisso de enfrentamento a esse tipo de violência. A mobilização ocorreu em alusão aoDia Estadual de Combate ao Feminicídio, instituído pela Lei nº 19.873/2019, em memória da advogadaTatiane Spitzner, assassinada pelo marido em Guarapuava, em 2018. O crime, amplamente divulgado, tornou-se símbolo da urgência de políticas públicas mais eficazes na proteção das mulheres. De acordo com a legislação brasileira, o feminicídio é o assassinato de uma mulher motivado por sua condição de gênero, frequentemente cometido por companheiros ou ex-companheiros, em contextos de violência doméstica ou ódio misógino. Durante a caminhada, o prefeitoRodolfo Motafez um discurso firme. Ele alertou sobre os índices alarmantes no estado: A titular da Delegacia da Mulher de Apucarana,delegada Luana Louzada Pereira Lopes, também falou ao público e ressaltou o simbolismo do evento: A primeira-dama e secretária da SEMAF,Karine Mota, destacou os recursos e parcerias que o município oferece para acolher e proteger as mulheres vítimas de violência. Abaixo, os principaiscanais de denúnciadisponíveis: Além das autoridades, participaram da caminhada o vice-prefeitoMarcos da Vila Reis, a procuradora da Mulher na Câmara Municipal,vereadora Eliana Rocha, e os vereadoresMoisés Tavares, Guilherme Livoti, Wellington GentileGabriel Caldeira, demonstrando união entre os poderes Executivo e Legislativo na luta contra o feminicídio. A ação também contou com o apoio docoletivo Diversidade Cultural Plural, que presta solidariedade às vítimas. O grupo reforça a importância de uma sociedade mais inclusiva e empática, com políticas que abracem todas as mulheres, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero ou classe social. Ao fim do evento, balões brancos foram soltos no céu de Apucarana — um gesto simbólico de paz, memória e esperança. O céu limpo contrastava com a dor que tantas famílias enfrentam em silêncio, mas também se abriu como promessa de que a luta continuará enquanto for necessário. A Caminhada do Meio-Dia reafirmou que Apucarana não se cala diante da violência contra a mulher e segue como referência no combate ao feminicídio. O ato deste 22 de julho foi mais do que uma mobilização: foi um grito coletivo por justiça, empatia e dignidade.
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