A Prefeitura de Apucarana deu início, nesta quarta-feira (2), à remoção de aproximadamente mil toneladas de resíduos da indústria têxtil e da confecção, que estavam armazenados de forma irregular no prédio do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), na Vila Nova. A situação representava um grave passivo ambiental e um alto risco de incêndio. O trabalho está sendo realizado por uma empresa especializada, contratada emergencialmente pelo município. O prefeito Rodolfo Mota esteve no local acompanhando o início da operação ao lado do secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Silva, e de outras autoridades. “O que nós encontramos é um verdadeiro absurdo do ponto de vista ambiental e administrativo. Enganaram as pessoas dizendo que o projeto funcionava e que todo esse resíduo têxtil estava sendo adequadamente destinado, o que não era verdade”, declarou o prefeito. De acordo com a prefeitura, o material foi coletado ao longo dos últimos anos por uma empresa credenciada desde 2020, que deveria garantir a destinação final conforme o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). No entanto, apenas uma pequena parte dos rejeitos recebeu o tratamento adequado, enquanto o restante permaneceu armazenado de forma precária no barracão do antigo IBC. Além do impacto ambiental, a presença desses resíduos no local também elevava o risco de incêndios. Para agravar a situação, o galpão abriga diversos bens públicos, aumentando a complexidade do problema. “Essa é mais uma responsabilidade que herdamos, mais um dos tantos desafios que temos a felicidade de dizer que estamos resolvendo. Em breve, iremos anunciar um novo projeto de apoio ao nosso polo das confecções em relação aos resíduos têxteis”, antecipou o prefeito. Para solucionar o problema, a Prefeitura de Apucarana contratou, em caráter emergencial, a empresa Terra Norte Engenharia Ambiental, que terá um prazo de 90 dias para retirar todo o material acumulado, transportá-lo e destiná-lo corretamente. O secretário de Meio Ambiente, Diego Silva, reforçou a necessidade de ação rápida. “A empresa tem prazo de 90 dias para fazer a retirada de todos os resíduos acumulados, o transporte e a destinação correta”, afirmou. Ainda não há uma estimativa exata do custo total da operação, pois a quantidade de material acumulado é apenas uma projeção. “Claro que isso vai custar alguns milhares de reais dos cofres públicos, um dinheiro que é da população de Apucarana”, explicou Rodolfo Mota. A prefeitura reforça que essa iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para organizar a gestão de resíduos sólidos na cidade e evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
Publicidade
Publicidade