A Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (AMS) deu o primeiro passo formal na última segunda-feira (01/09) para a estruturação do Comitê Intersetorial de Saúde Mental, um fórum permanente que reunirá representantes de todas as entidades ligadas ao atendimento de pessoas em sofrimento mental no município. A reunião de abertura, realizada na sede da AMS, teve caráter fundacional e estabeleceu os objetivos, o regimento interno e o calendário de encontros do colegiado. A iniciativa surge do reconhecimento de que os desafios na área de saúde mental transcendem as paredes dos consultórios e unidades de saúde, demandando uma resposta coordenada de múltiplos setores da sociedade. A coordenadora da Divisão de Saúde Mental da AMS, a enfermeira Elisângela Gaspar Teixeira Costaldi, explicou a essência do projeto. “A constituição deste comitê representa um avanço estratégico na consolidação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Apucarana, pois reconhecemos que os desafios da saúde mental extrapolam os limites de um único setor. Situações de sofrimento psíquico, uso abusivo de substâncias, crises emocionais, violências e vulnerabilidades sociais exigem respostas articuladas, integradas e corresponsáveis”, destacou. Ela exemplificou como um mesmo cidadão em situação de vulnerabilidade pode circular por diferentes serviços: “O mesmo paciente atendido pela rede de saúde muitas vezes também recebe assistência da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil, CAPS e outros órgãos, o que reforça a necessidade de um trabalho em conjunto”. O prefeito Rodolfo Mota enalteceu a iniciativa, classificando o comitê como um “espaço fértil de cooperação e corresponsabilização, capaz de produzir soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios que enfrentamos”. Em sua fala, ele expressou confiança no grupo: “Tenho certeza de que construiremos juntos um modelo de atenção psicossocial que reflita valores de acolhimento, cuidado e compromisso com a saúde mental da população”. O secretário municipal de Saúde, Guilherme de Paula, definiu a meta central do grupo: “A instalação do comitê visa criar um espaço permanente de diálogo, pactuação e monitoramento de estratégias que impactem positivamente a vida das pessoas, assegurando maior acesso, equidade e continuidade do cuidado”. Quem compõe o comitê A abrangência do comitê é notável, incluindo desde serviços de saúde até entidades da sociedade civil e forças de segurança. A primeira reunião contou com a presença de representantes de mais de 20 instituições, listadas na tabela abaixo: A criação do comitê segue uma diretriz nacional do Ministério da Saúde que incentiva a formação de redes integradas, mas ganha contornos próprios a partir das necessidades locais. O grupo se reunirá mensalmente para monitorar casos, pactuar fluxos de atendimento, compartilhar informações e desenvolver protocolos comuns, com o objetivo final de que nenhuma pessoa em sofrimento mental precise peregrinar por diferentes serviços sem encontrar o acolhimento integral e necessário.
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