Apucarana amplia mutirões de castração de gatos
Ação da Prefeitura com voluntários vai atender 80 animais e reforça política pública de saúde animal
Foto: Arquivo
A Prefeitura de Apucarana deu início, nesta quinta-feira (7), a mais uma etapa do seu plano estratégico de saúde animal, com a realização de um novo mutirão de castração voltado exclusivamente para gatos. A iniciativa visa promover o controle populacional, combater o abandono e ampliar as chances de adoção dos animais, reforçando um compromisso da gestão municipal com o bem-estar dos pets e a saúde pública.
Nesta fase, serão castrados 80 gatos, em sua maioria sob os cuidados de protetores independentes que recebem apoio da Prefeitura, como doação de ração e atendimentos veterinários. Os procedimentos estão sendo realizados no Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa), com uma média de seis atendimentos por dia, sempre às quintas e sextas-feiras.
A ação é fruto de uma parceria entre o Município e um grupo de voluntários da causa animal, que doou todos os insumos cirúrgicos utilizados — incluindo medicamentos, anestésicos, fios e materiais hospitalares. A equipe técnica da Prefeitura, formada por médicos veterinários e anestesistas, é responsável pelos procedimentos, garantindo a segurança e a eficiência dos atendimentos.
“Cada animal castrado representa menos risco de abandono nas ruas e mais qualidade de vida para os pets e para a população”, destaca Fernando Felipe Rodrigues, diretor do Cemsa, também conhecido como o Repórter Selvagem. Ele lembra que os gatos beneficiados neste ciclo são animais que estão sendo preparados para adoção e que, ao passarem pelo procedimento de castração, têm maiores chances de serem acolhidos em lares responsáveis.
A atual etapa se soma a outras iniciativas realizadas ao longo do ano. Segundo o prefeito Rodolfo Mota, em fevereiro foi promovido um grande mutirão com a unidade móvel do CastraPet, programa do Governo do Estado do Paraná, que atendeu gratuitamente 540 animais — entre cães e gatos. Ainda para este segundo semestre, a Prefeitura já articula mais duas frentes de trabalho: uma nova edição com o CastraPet e outra ação em parceria com a Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi).
“Estamos finalizando o processo de compra de materiais para que o Município também possa oferecer castrações gratuitas à população de baixa renda, sem depender exclusivamente de parcerias ou doações”, afirma o prefeito. Para ele, o investimento em políticas públicas de saúde animal é uma forma de prevenir problemas maiores, como surtos de zoonoses, além de fortalecer a proteção dos direitos dos animais.
De acordo com a médica veterinária Dienefer Galindo, responsável técnica pelos procedimentos desta etapa, a castração vai muito além do controle reprodutivo. “Ajuda a prevenir doenças como tumores mamários, infecções uterinas e problemas comportamentais, como a marcação de território e as fugas durante o cio”, explica.
Dienefer reforça ainda que o Cemsa mantém um cronograma rigoroso, com triagem prévia e acompanhamento pós-operatório, garantindo o bem-estar dos felinos em cada fase do processo.
A parceria com os voluntários tem sido um dos pontos fortes da iniciativa. A mobilização da sociedade civil organizada, que doou todos os insumos necessários, mostra como o engajamento coletivo pode impulsionar políticas públicas. “É uma corrente do bem: o poder público, os profissionais e os protetores unidos por um objetivo comum, que é o cuidado com os animais”, comenta Fernando Rodrigues.
Em um momento em que o abandono de animais ainda é uma realidade nas ruas brasileiras, o modelo adotado por Apucarana tem chamado atenção pela efetividade e pelo engajamento. A expectativa é que, com a ampliação das ações e parcerias, o município consiga reduzir significativamente o número de animais abandonados e ampliar as adoções responsáveis.
Tabela: Etapas de castração promovidas em 2025 em Apucarana
A estratégia de Apucarana mostra como o planejamento, somado ao envolvimento social e à boa gestão dos recursos públicos, pode gerar resultados concretos no cuidado com os animais e na construção de uma cidade mais consciente e responsável.
Fonte:
Arquivo Histórico

