INTRODUÇÃO: Há mais de dois anos, o aplicativo ClothOff aterroriza mulheres jovens online, gerando imagens íntimas não consensuais a partir de fotos comuns. Apesar de banido das principais lojas de aplicativos e redes sociais, ele permanece ativo na web e via Telegram, evidenciando as dificuldades de combater esse tipo de tecnologia.
DESENVOLVIMENTO: Em outubro, uma clínica da Yale Law School moveu uma ação para derrubar o aplicativo completamente, exigindo a exclusão de todas as imagens e o fim das operações. No entanto, identificar os responsáveis é um desafio: o app está registrado nas Ilhas Virgens Britânicas, mas acredita-se que seja operado por um irmão e uma irmã na Bielorrússia, possivelmente parte de uma rede global. O caso ilustra as barreiras legais para policiar plataformas como ClothOff, onde usuários individuais podem ser processados, mas a estrutura operacional permanece elusiva. A queixa, disponível online, detalha o caso de uma estudante do ensino médio em Nova Jersey, cujas fotos do Instagram foram alteradas quando ela tinha 14 anos, classificando as versões modificadas por IA como material de abuso infantil.
CONCLUSÃO: A luta contra o ClothOff destaca a urgência de mecanismos legais mais eficazes para combater a pornografia não consensual gerada por inteligência artificial, especialmente envolvendo vítimas menores de idade, que enfrentam poucas opções para buscar justiça em meio a lacunas regulatórias globais.

