O mestre Alceu Valença, 79 anos, visitou o estúdio da Billboard Brasil para uma conversa exclusiva sobre sua atual fase na carreira. O artista tem show marcado da turnê “Alceu 80 Girassóis”, que chega a São Paulo neste sábado (28), no Parque Villa-Lobos. Além disso, ele comentou sobre o filme que dirigiu e que integra a seleção do festival É Tudo Verdade.

Antes de começar a conversa, ele pede que o entrevistador fale alto para ouvir cada detalhe. O gesto não é apenas uma necessidade física, mas um reflexo de sua atenção genuína. Alceu é o tipo de artista que interrompe o que está fazendo para ouvir e acolher, com paciência, quem se aproxima para um abraço ou uma foto.

O cantor e compositor tem um palpite sobre por que sua obra continua florescendo para novos públicos. “Rapaz, é palco! Eu estava sonolento antes do papo, sabia? Mas aí falou de palco, eu dou até cambalhota”, conta desperto o alegre artista.

Publicidade
Publicidade

A transformação de Alceu diante do público é quase mística. “No palco, minha timidez é zero. Eu me sinto no direito de fazer as maiores doidices”, revela o cantor. Para ele, os shows não consomem energia; eles a devolvem em dobro. “Eu sinto que o palco é uma vitamina. Tem a vitamina A de alegria e a C de comunhão. É uma maravilha que renova todas as minhas energias.”

Alceu explica que a turnê “80 Girassóis” utiliza uma cronologia afetiva para guiar o espectador. O roteiro atravessa décadas de sucessos desde o início experimental nos anos 1970, criando uma jornada emocional que celebra sua trajetória e a conexão atemporal com o público.