O setor aéreo paranaense começa 2026 em ritmo acelerado, com os principais aeroportos do estado registrando números históricos de movimentação de passageiros. Nos primeiros três meses do ano, os terminais de Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel e Londrina somaram mais de 2,6 milhões de passageiros, um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,4 milhões de viajantes.

Os dados, compilados pelo Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR) – com informações da Motiva (que administra três terminais no estado) e prefeituras, mostram um cenário de recuperação consistente e crescimento sustentado do transporte aéreo no Paraná.

O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, lidera a movimentação com mais de 1,4 milhão de passageiros no primeiro trimestre, representando um crescimento próximo de 5% em relação aos primeiros três meses de 2025. O terminal, que superou os 6 milhões de passageiros ao longo de todo o ano de 2025 (crescimento de 7% frente a 2024), tem registrado aumento consistente desde 2022, quando movimentou 3,9 milhões de pessoas – um crescimento acumulado de mais de 50%.

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De acordo com Eden Pisani Júnior, gerente do aeroporto, o avanço reflete ajustes e respostas diretas do mercado. “Esse crescimento está diretamente relacionado ao aumento da oferta de voos e a consolidação do aeroporto como hub nacional. Há um movimento consistente de demanda, tanto corporativa quanto de lazer, que tem sustentado esses resultados ao longo dos últimos ciclos”, afirmou.

Uma novidade promete reforçar ainda mais o fluxo turístico no estado a partir de julho: o início das operações do voo direto Lisboa - Curitiba, primeira rota intercontinental ligando a Europa ao Paraná. Operada pela TAP Air Portugal, a linha terá três frequências semanais (terças, quintas e domingos).

Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, destaca o impacto esperado: “Mais de 395 mil turistas estrangeiros visitaram o estado no primeiro trimestre e muitos usaram a nossa malha aérea. Agora, com a chegada de mais esse voo sem escalas, ligando Portugal até o Paraná, a tendência é que mais estrangeiros conheçam o estado, visitem nossos destinos e impactem toda uma cadeia econômica que o turismo representa”.

No extremo oeste do estado, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu bateu recorde histórico para o período, com cerca de 695 mil passageiros no primeiro trimestre de 2026 – número 20% maior que o registrado no ano passado (577 mil) e 5% superior ao recorde anterior de 2019 (661 mil), ano pré-pandemia.

Vinícius Bueno, gerente do terminal, atribui o desempenho à recente ampliação da pista: “A homologação da extensão da pista, entregue em outubro do ano passado, tem permitido que as companhias aéreas operem com maior capacidade técnica. O Aeroporto de Foz conta hoje com a segunda maior pista do Sul do Brasil, de 2.705 metros de comprimento”. A obra, fruto de convênio entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional, permite maior segurança, recepção de aeronaves com mais passageiros e carga, e voos para destinos mais distantes.

A infraestrutura do terminal também foi melhorada com investimentos de mais de R$ 340 milhões pela Motiva em 2025, proporcionando mais conforto aos viajantes e atraindo novas rotas.

Os aeroportos regionais também apresentaram desempenho positivo. O Aeroporto Regional de Maringá, no Noroeste, bateu recorde histórico no primeiro trimestre com 206,9 mil passageiros (crescimento de quase 9% frente aos 189,9 mil de 2025). No Oeste, o Aeroporto Regional de Cascavel registrou aumento de 8%, com 118,8 mil passageiros (ante 109,2 mil no mesmo período do ano anterior). Já o Aeroporto de Londrina, na região Norte, movimentou 159,9 mil pessoas entre embarques e desembarques.

Os números reforçam o papel estratégico da aviação no desenvolvimento econômico e turístico do Paraná, com investimentos em infraestrutura e novas rotas ampliando a conectividade do estado dentro do Brasil e, em breve, com a Europa.