A escritora e poetisa mineira Adélia Prado, de 90 anos, apresenta evolução positiva em seu quadro de saúde. Segundo boletim médico do Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde está internada, há "melhora clínica progressiva". A notícia traz alívio aos admiradores da autora, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea.

Adélia Prado foi hospitalizada após sofrer uma queda em casa no dia 19 de janeiro, que resultou em fraturas no fêmur, cotovelo e punho. A poetisa precisou passar por duas cirurgias e, felizmente, teve evolução satisfatória no pós-operatório. O boletim médico detalha que ela está "acordada, orientada, hemodinamicamente estável" e sem necessidade do uso de medicamentos vasoativos.

Outro aspecto positivo é a melhora na função renal da escritora, que havia apresentado complicações. Apesar dos avanços, Adélia Prado permanece internada para monitoração contínua e assistência especializada, seguindo os protocolos médicos necessários para sua recuperação completa.

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A trajetória de Adélia Prado na literatura brasileira é marcante. Além de escritora e poetisa, ela é professora e filósofa, tendo lecionado por mais de 20 anos. Seu primeiro livro, Bagagem, foi lançado em 1975, abrindo caminho para uma produção literária rica e premiada. Entre suas obras mais conhecidas estão O Coração Disparado (1978), Solte os Cachorros (1979), O Pelicano (1987) e O Homem da Mão Seca (1994).

Seu trabalho mais recente, publicado em 2025, integra a coletânea 13 Mulheres Contemporâneas, 13 Poemas Cada: Vozes que Rasgam a Pele. A importância de Adélia Prado para a cultura brasileira foi reconhecida internacionalmente em 2024, quando ela recebeu o prestigiado Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa.

Em 2001, a escritora foi indicada à Academia Brasileira de Letras (ABL) para ocupar a cadeira que havia sido de Jorge Amado, embora não tenha sido eleita na ocasião. Sua obra, no entanto, continua a ocupar um lugar de destaque no cenário literário nacional, com poemas que exploram o cotidiano, a espiritualidade e a condição humana com sensibilidade única.

A melhora no quadro de saúde de Adélia Prado é acompanhada com esperança por leitores, colegas escritores e admiradores de sua trajetória. A notícia positiva vem em um momento em que a cultura brasileira celebra conquistas importantes, como os 200 anos de relações Brasil-Santa Sé, marcados por um livro comemorativo, e a resistência de vozes como a do escritor yanomami Davi Kopenawa, que recentemente afirmou: "Enquanto estivermos aqui o céu não cairá".