A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, nesta semana, um curso de habilitação para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A capacitação, destinada a engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas), contou com a participação de 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados, além de 10 servidores da própria agência.

O evento aconteceu na quarta e quinta-feira, dias 25 e 26, no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), da prefeitura local e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A Adapar vai emitir certificados de participação para todos os cursistas.

O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes, que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar sua disseminação. Entre as pragas abordadas, estiveram a Xanthomonas citri subsp. citri (causadora do cancro cítrico) e as bactérias Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por causarem o greening ou Huanglongbing (HLB), uma das doenças mais devastadoras para a citricultura.

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O curso, que já está em sua 80ª edição, não se limitou a profissionais paranaenses. Engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo também marcaram presença. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, responsável pela realização do curso, destacou a qualidade e a reputação da capacitação.

“Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou Galhardo. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.

O conteúdo do curso foi dividido em dois módulos. O primeiro abordou a legislação vigente, as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais. O segundo módulo tratou de aspectos práticos, como classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga, práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras, bioecologia, sintomas e sinais em plantas hospedeiras, ações de prevenção e métodos de controle.

Além da parte teórica, os participantes tiveram acesso ao Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da Adapar e realizaram práticas de campo, o que, segundo Galhardo, é um diferencial importante da capacitação. A parceria com o IDR-PR, a prefeitura de Cerro Azul e o Mapa foi fundamental para a estruturação e o sucesso do evento, que reforça o papel do Paraná na defesa sanitária vegetal do país.