O Instituto Água e Terra (IAT) e a concessionária EPR Litoral Pioneiro realizaram nesta sexta-feira (20) uma ação ambiental significativa no Norte Pioneiro do Paraná. A iniciativa "Margens Vivas: Rio Paranapanema" promoveu o plantio de 800 mudas de espécies nativas em Jacarezinho, com o objetivo claro de auxiliar na recuperação da mata ciliar e reforçar a proteção do importante curso d'água.
A ação não foi apenas simbólica. Ela marcou a conclusão de um trabalho prático de demolição de antigas construções que estavam irregularmente instaladas em uma Área de Proteção Permanente (APP), no distrito de Marquês dos Reis, às margens do rio. A data também antecipou as comemorações do Dia Mundial da Água, celebrado no domingo (22).
Entre as mudas disponibilizadas pelo IAT, uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), estão espécies emblemáticas da flora brasileira, como o Ipê (nas variedades branco, roxo e rosa), o Araça amarelo e a Aroeira-pimenteira. Essas plantas são fundamentais para recompor a vegetação natural da região.
"Esse é um trabalho bem importante do ponto de vista ambiental porque, além de fazer a remoção das estruturas que estavam em local de preservação permanente, promove a revegetação daquele espaço. Futuramente teremos uma mata ciliar recomposta", explica o gerente do Escritório Regional do IAT de Jacarezinho, Marcos Antonio Pinto.
O diretor-presidente da EPR no Núcleo Paraná, Marcos Moreira, reforçou o alinhamento da concessionária com a causa. "A promoção do desenvolvimento aliado à consciência sustentável é uma premissa do Grupo EPR. Priorizamos o cuidado com os ecossistemas onde atuamos e o engajamento com a cultura da sustentabilidade, que são essenciais para o desenvolvimento dos municípios. Esta iniciativa do IAT está muito alinhada com nossa cultura", comentou.
A ação se insere em um contexto estadual de forte atuação ambiental. O Paraná já superou a marca de 13,2 milhões de mudas distribuídas pelo IAT, um número que reflete a demanda crescente por reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.
O Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, foi instituído no Brasil durante a histórica Eco-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. A data, implementada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, serve como um esforço global para colocar em pauta questões críticas sobre os recursos hídricos.
Anualmente, a ONU propõe um tema específico para orientar as discussões. Em 2026, o assunto escolhido foi "Água e Gênero", destacando um aspecto social crucial: a falta de acesso à água potável e ao saneamento básico afeta de forma mais intensa mulheres e meninas. Em muitos contextos, elas ainda assumem as responsabilidades ligadas ao cuidado com a água no ambiente doméstico, carregando um peso desproporcional das consequências da escassez.
Iniciativas como a de Jacarezinho demonstram que a preservação vai além da data comemorativa. É um trabalho contínuo de remoção de irregularidades, plantio consciente e, sobretudo, de educação ambiental, buscando conscientizar a população sobre a importância vital de preservar os recursos hídricos para as gerações presentes e futuras.

