A Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (3) o segundo homem envolvido em um roubo em alto-mar que chocou o litoral paulista no fim do ano passado. O crime aconteceu em 21 de dezembro na praia de Itararé, em São Vicente, quando dois suspeitos em uma moto aquática abordaram um casal que estava em um caiaque e levaram seus pertences.

As imagens do assalto, que circularam amplamente nas redes sociais, foram fundamentais para a investigação. A Polícia Civil, após receber o material, realizou um trabalho de inteligência que permitiu identificar os envolvidos no crime incomum, que chamou atenção por acontecer em águas abertas.

De acordo com as informações da polícia, equipes da Força Tática receberam dados de que um homem procurado pela Justiça estaria em uma casa no bairro Vila Margarida, em São Vicente. Os policiais foram até o endereço indicado e localizaram o suspeito, de 19 anos, contra quem havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

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O homem foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. Esta foi a segunda prisão relacionada ao caso - o primeiro envolvido, de 18 anos, já havia sido detido em 29 de dezembro.

A prisão do primeiro suspeito aconteceu de forma diferente: ele foi identificado pela Polícia Civil, que solicitou mandado de prisão. No entanto, antes do cumprimento da ordem judicial, acabou detido em flagrante pela Polícia Militar após tentar praticar um latrocínio (roubo seguido de morte ou lesão corporal) contra três pessoas, também em São Vicente.

Os dois casos foram registrados como captura de procurado na Delegacia de Polícia de São Vicente. As prisões demonstram como o trabalho investigativo, aliado ao uso de imagens que viralizam nas redes sociais, pode levar à identificação e captura de suspeitos mesmo em crimes com características incomuns como este.

O roubo em alto-mar, que aconteceu a poucos dias do Natal, gerou preocupação entre banhistas e praticantes de esportes aquáticos na região. A prisão dos dois suspeitos traz um alívio para a segurança pública local, mostrando que mesmo crimes cometidos em circunstâncias atípicas não passam impunes pelas mãos das forças policiais.