O estado de São Paulo consolidou sua posição como principal motor do mercado de trabalho formal brasileiro, com números que mostram uma recuperação robusta e salários em ascensão. De acordo com dados da Fundação Seade, baseados nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estado gerou 286.743 novas vagas com carteira assinada entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. Esse saldo representa um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior e corresponde a 24% de todas as vagas criadas no país, que totalizaram 1.228.483 no mesmo intervalo.
Em janeiro de 2026, o estado manteve o ritmo positivo, com a criação de 16.451 empregos formais. No contexto regional, São Paulo foi responsável por 13.301 das 112.334 vagas abertas no Sudeste durante o mês, reforçando sua importância na dinâmica econômica da região mais populosa do Brasil.
O desempenho impressionante não se limitou à quantidade de vagas. O estado também registrou o maior salário médio de admissão desde 2020, quando o Novo Caged foi implementado, integrando dados do eSocial, Caged e Empregador Web para um monitoramento mais preciso do emprego formal. Em janeiro de 2026, o valor chegou a R$ 2.702,76, um aumento de 2,75% em relação a dezembro de 2025 e de 1,93% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esse valor foi o mais alto do país, superando o Distrito Federal (R$ 2.575,45), Mato Grosso (R$ 2.421,85) e Rio de Janeiro (R$ 2.409,30). A média nacional ficou em R$ 2.389,50, enquanto no Sudeste foi de R$ 2.551,61.
A pesquisa considera apenas trabalhadores com carteira assinada, garantindo os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os dados são enviados pelas empresas contratantes ao governo federal e focam nos salários de admissão, ou seja, o valor pago no momento da contratação, refletindo as condições iniciais do mercado.
Os setores que mais contribuíram para a geração de empregos em janeiro no estado foram a Indústria, com 21.528 vagas, a Construção, com 15.934, e os Serviços, com 3.001. Essa distribuição indica uma diversificação na economia paulista, com destaque para atividades que exigem mão de obra qualificada e impulsionam a cadeia produtiva.
Um levantamento da Agência SP destacou as 100 cidades que mais criaram empregos formais nos períodos de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026 e em janeiro de 2026. A capital São Paulo lidera com folga, com 97.391 vagas em 12 meses e 3.597 em janeiro. Outros municípios com desempenho notável incluem Osasco (24.587 vagas em 12 meses), Guarulhos (13.129), Barueri (10.850) e Santos (6.662). Em janeiro, Franca apareceu em segundo lugar, com 2.977 vagas, seguida por Guarulhos (1.524) e Sorocaba (814).
Esses números revelam uma dispersão geográfica do crescimento, beneficiando não apenas a região metropolitana, mas também cidades do interior, como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Bauru. A lista completa inclui municípios de diversos portes e localizações, sugerindo uma recuperação mais ampla e inclusiva no estado.
Os dados reforçam a resiliência da economia paulista, que mesmo em um cenário nacional desafiador, consegue gerar empregos com qualidade, refletida no aumento dos salários iniciais. Para os trabalhadores, isso significa mais oportunidades com melhores condições, enquanto para as empresas, sinaliza um ambiente de negócios favorável à expansão. O recorde no salário de admissão, em particular, é um indicador positivo do valor atribuído à mão de obra no estado, podendo atrair ainda mais investimentos e talentos nos próximos meses.
Com quase 300 mil novas vagas em um ano e salários em alta, São Paulo demonstra que, mesmo diante de incertezas econômicas, a geração de emprego formal e a valorização do trabalho seguem como prioridades, impactando positivamente a vida de milhares de famílias e fortalecendo a base produtiva do país.

