São Paulo investe em turismo acessível para as férias de verão

Estado lança cartilha, parcerias com USP e Abrasel SP para promover inclusão e competitividade no setor

Publicado em 07/jan/26 | 00:33
São Paulo investe em turismo acessível para as férias de verão
Instrumentos reforçam compromisso do Estado com a construção de destinos mais justos, acessíveis e competitivos

O Governo do Estado de São Paulo está intensificando uma série de ações estruturadas para consolidar um turismo verdadeiramente inclusivo e sem barreiras durante as férias de verão. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), reúne pesquisa, capacitação, articulação institucional e campanhas de conscientização, com o objetivo de transformar o potencial turístico paulista em realidade acessível para todos.

Entre as principais medidas anunciadas estão um novo convênio com a Universidade de São Paulo (USP), um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP) e o lançamento da Cartilha Turismo Sem Barreiras. Esses instrumentos reforçam o compromisso do Estado com a construção de destinos mais justos, acessíveis e competitivos, atendendo a uma demanda crescente por experiências turísticas inclusivas.

Parceria com a USP para qualificar o turismo acessível

O convênio firmado entre a SEDPcD, a Secretaria de Turismo e Viagens (SETUR) e a USP — representada pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) — tem como meta desenvolver estudos e pesquisas que qualifiquem a oferta de Turismo Acessível nos 645 municípios paulistas. Com um investimento conjunto de R$ 182 mil, a parceria prevê a elaboração do Índice de Competitividade Paulista do Turismo Acessível, o mapeamento de pelo menos 50 ações municipais, a seleção das 15 melhores práticas do estado, oficinas de capacitação e a produção de relatórios estratégicos.

Para o secretário Marcos da Costa, essa é uma ação essencial para transformar o potencial turístico de São Paulo em realidade inclusiva. “Ao investir em pesquisa e mapeamento, estamos não apenas cumprindo nosso dever de promover a inclusão, mas também elevando a qualidade e a competitividade do turismo no Estado. O turismo acessível é um direito da pessoa com deficiência e uma potência econômica para os municípios paulistas”, afirma.

Acordo com a Abrasel SP para humanizar a gastronomia

Outra iniciativa importante é o acordo de cooperação firmado com a Abrasel SP, que mobiliza bares, restaurantes, cafés e estabelecimentos gastronômicos em favor de experiências mais humanas, acolhedoras e inclusivas para pessoas com deficiência. O acordo prevê a criação do selo “Hospitalidade Acessível”, a publicação de cartilhas, capacitações para equipes, alinhamento com os Polos de Empregabilidade Inclusiva (PEIs) e a realização de webinars, workshops e oficinas técnicas.

A proposta vai além da simples adaptação física dos espaços. “Promover acessibilidade é abrir portas e receber consumidores de forma amigável e atenciosa. Significa construir uma cultura de respeito que transforme o setor gastronômico em um ambiente realmente inclusivo”, destaca o secretário Marcos Costa.

Cartilha orienta gestores e trade turístico

A Cartilha Turismo Sem Barreiras, lançada pela SEDPcD em parceria com a SETUR, serve como um guia prático para gestores públicos e profissionais do setor turístico na implementação de práticas de acessibilidade. O material aborda diversos tipos de deficiência e reforça que a inclusão depende tanto de infraestrutura adequada quanto de uma mudança de postura no atendimento, abrangendo hotéis, restaurantes, parques, museus, teatros, bares e terminais de passageiros.

O secretário Marcos da Costa ressalta que “o turismo é um direito de todos, e garantir esse acesso passa pela capacitação de profissionais, pela eliminação de estigmas e pela promoção de experiências seguras e autônomas no lazer e na convivência social.”

Dicas práticas para viajantes

Para reforçar a importância dessas iniciativas, o governo também divulgou orientações que ajudam os viajantes a escolher destinos e estabelecimentos verdadeiramente acessíveis. Entre as recomendações estão verificar se o hotel possui rotas acessíveis, como rampas, elevadores, corrimãos e sinalização adequada; checar a existência de quartos adaptados, considerando necessidades específicas; confirmar se os banheiros contam com barras de apoio, chuveiro acessível e piso antiderrapante; e avaliar a acessibilidade das áreas comuns, como restaurantes e piscinas.

Além disso, é fundamental observar se a equipe está capacitada para oferecer atendimento inclusivo, confirmar se pontos turísticos e serviços locais possuem acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, verificar a disponibilidade de meios de transporte acessíveis e priorizar estabelecimentos que ofereçam informações transparentes sobre acessibilidade, facilitando o planejamento com autonomia e segurança.

Com essas ações, São Paulo busca não apenas cumprir com sua responsabilidade social, mas também posicionar-se como um destino turístico de referência, onde a inclusão e a competitividade andam lado a lado, garantindo que cada viagem seja uma experiência positiva e acessível para todos os brasileiros.


Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br

COMPARTILHE: