A Rua da Consolação, um dos principais corredores da região central de São Paulo, voltou a receber o tráfego de veículos na manhã desta terça-feira (3). A liberação ocorreu por volta das 6h20, após dois dias de interdição total provocada por uma explosão que abriu um grande buraco na pista no último domingo (1º).

O incidente, que aconteceu na altura do número 2104 da via, gerou pânico e transtornos no local, exigindo o desvio imediato do tráfego. Para viabilizar a reabertura, equipes de reparo realizaram obras emergenciais e cobriram a cratera com uma chapa de aço, permitindo a passagem segura de carros e ônibus.

Em nota oficial, a Enel, distribuidora de energia que atua na capital paulista, informou que enviou uma equipe ao local logo após tomar conhecimento do ocorrido. "Na manhã desta segunda-feira (2), técnicos da companhia identificaram a presença de gás inflamável no local", afirmou a empresa. A Enel destacou ainda que suas equipes atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada.

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A distribuidora também fez questão de esclarecer um ponto importante: "constatou que a rede elétrica subterrânea da distribuidora não foi danificada pela explosão na rua da Consolação. Cabe destacar que no local havia apenas cabos de energia e não equipamentos como transformadores".

Por outro lado, a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), que foi acionada ainda na noite de domingo, apresentou uma versão diferente. Em sua própria nota, a empresa afirmou que "após uma averiguação, não identificou vazamento, e ressalta que o incidente no local não tem relação com a rede de gás encanado". A Comgás optou por não comentar a nota da Enel sobre o acúmulo de gás, deixando uma lacuna nas explicações sobre a origem do gás inflamável detectado.

A Sabesp, responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade, também esteve no local da Consolação. A empresa realizou testes e informou oficialmente que não tem qualquer relação com o acidente, descartando a possibilidade de vazamentos em sua rede terem causado a explosão.

Com as investigações ainda em andamento e versões divergentes entre as empresas, a população aguarda um laudo definitivo sobre as causas do incidente. Enquanto isso, o trânsito na região volta a fluir, mas a memória da cratera aberta e os questionamentos sobre a segurança das vias públicas permanecem.