A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta importante para a população após confirmar, nesta terça-feira (7), o primeiro óbito decorrente de picada de escorpião no estado. A vítima foi um homem de 65 anos, residente no município de Sorocaba. Diante deste caso, as autoridades sanitárias reforçam a orientação de que, diante de qualquer suspeita de picada, a população deve procurar atendimento médico imediatamente, mesmo nos casos em que o animal não tenha sido visualizado pela vítima.
A agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações mais graves, explica o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE). O principal sintoma relatado pelas vítimas é uma dor intensa no local da picada. No entanto, alguns sinais indicam maior gravidade e exigem atenção imediata: náuseas, vômitos, suor excessivo, agitação, sonolência e alterações na respiração ou nos batimentos cardíacos.
As crianças de até 10 anos exigem atenção redobrada dos pais e responsáveis, pois podem apresentar evolução mais rápida do quadro clínico. Por isso, a recomendação oficial é que sejam encaminhadas imediatamente a um Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA), mesmo sem a presença de sintomas aparentes, devido ao risco de agravamento rápido.
Atualmente, o Estado de São Paulo conta com 242 PESAs, unidades preparadas para atender casos com rapidez e realizar o tratamento adequado, incluindo a aplicação do soro antiescorpiônico quando necessário. A lista completa dessas unidades está disponível no site cievs.saude.sp.gov.br/soro.
O acidente escorpiônico, também conhecido como escorpionismo, ocorre quando o escorpião injeta veneno por meio de um ferrão localizado na ponta da cauda. O efeito da picada é imediato, e as autoridades sanitárias alertam para alguns cuidados básicos: não se deve espremer o local da picada. O ideal é lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e evitar espremer, sugar ou fazer torniquete. A vítima deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
Os escorpiões são animais que geralmente se escondem perto das casas, em terrenos baldios, velhas construções, entulhos, pilhas de madeira e lenha, tijolos, mato e lixo, além de saídas de esgoto e ralos. Dentro das residências, podem ser encontrados em sapatos, roupas, caixas de brinquedo ou até em toalhas penduradas.
Para prevenir o aparecimento desses animais, a Secretaria de Saúde recomenda: manter quintais, jardins e áreas de serviço limpos, sem entulho ou restos de construção; evitar acumular lixo, folhas secas e madeira; guardar objetos em locais elevados; vedar frestas em paredes e pisos; usar telas em ralos e batentes de portas; ao andar em áreas verdes, usar calçados fechados e luvas; guardar calçados em sacos plásticos ou caixas; guardar brinquedos em caixas com tampa fechada; e sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usá-los.
Para oferecer mais transparência à população, o Governo de São Paulo disponibiliza o Painel de Acidentes por Animais Peçonhentos, que permite acompanhar, semanalmente, o número dessas ocorrências por tipo de acidente, como serpentes, abelhas e escorpiões. O painel está disponível em https://nies.saude.sp.gov.br/ses/publico/peconhento.

