O primeiro semestre deste ano marca o início da construção do Parque de Ciência e Inovação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), um ambicioso projeto que promete transformar a produção científica da instituição em negócios e soluções para a sociedade. Com área total de 3.761 metros quadrados no câmpus Maringá, o espaço representa um investimento de R$ 24 milhões do Governo do Estado e deve entrar em funcionamento em até dois anos após o início das obras.

O parque, ligado ao Hub de Inovação da UEM, já teve seu projeto registrado na Prefeitura de Maringá e o processo licitatório está previsto para começar em março. A estrutura será um ambiente tecnológico disponível a todas as áreas dos centros de ensino da universidade, com o objetivo claro de fomentar a geração de produtos e serviços a partir do conhecimento produzido dentro da instituição.

Quando estiver plenamente operacional, o espaço deve abrigar cerca de 50 deep techs – startups de base científica focadas em criar soluções para problemas complexos. A atuação do parque se dará por meio da captação de recursos, produção de conhecimento ligado à propriedade intelectual, transferência de tecnologia, e formação e estruturação de startups, inclusive com base na relação público-privada.

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O reitor da UEM, Leandro Vanalli, exaltou a relevância do futuro ambiente tecnológico e seu potencial transformador. “Com apoio do poder público, esses problemas serão solucionados e essas soluções podem virar patentes, e quem sabe, negócios que possam beneficiar a sociedade, o bem público e fortalecer toda uma estrutura cujo foco principal é o tripé ensino, pesquisa e extensão”, afirmou.

Vanalli ainda destacou o impacto positivo do parque para a universidade e a região. “Ter um local destinado a esses projetos, atraindo mentes e pessoas com expertise na produção de conhecimento e inovação, é muito positivo para uma universidade e a sociedade. E nossa região tem muito a ganhar com isso”, disse o reitor, enfatizando o retorno social que o espaço deve promover.

O parque também se apresenta como uma oportunidade estratégica para o Governo do Estado e agências de fomento. Enquanto as empresas encontram uma estrutura pronta para inovar, produzindo mais com menos recursos, as agências e o poder público experimentam uma melhor utilização dos investimentos ao direcioná-los para um ambiente estruturado, o que promete gerar mais produtos e um retorno maior, mais rápido e qualificado para a sociedade.

“O futuro Parque de Ciência e Inovação da UEM será um marco para a consolidação dos esforços da instituição em traduzir ciência em inovação, articulando ensino, pesquisa e extensão em um único ambiente integrador das esferas pública e privada em âmbito acadêmico”, complementou Vanalli, reforçando o caráter integrador do projeto.

Com previsão de início das obras ainda no primeiro semestre, o parque se junta a outras iniciativas de inovação no Paraná, como a inclusão de telecirurgia robótica na aprendizagem de estudantes de Medicina na Unioeste e a ampliação do Centro de Inovação da UEL, fortalecendo a conexão entre academia e empresas no estado.