Uma falha técnica no sistema de controle aéreo provocou uma paralisação generalizada nas operações do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante a manhã desta quinta-feira (9). O problema, que durou mais de uma hora, entre 8h58 e 10h09, obrigou ao cancelamento de pousos e decolagens no terminal e gerou efeitos em cascata em outros aeroportos da região metropolitana.

Segundo informações da concessionária Aena, responsável pela gestão de Congonhas, a pane ocorreu no Centro de Controle do Espaço Aéreo e a situação já foi normalizada. A Força Aérea Brasileira (FAB), que administra o controle do tráfego aéreo no país, confirmou o incidente e emitiu uma nota afirmando que "todos os requisitos internacionais de segurança de voo foram cumpridos". A instituição militar também informou que a causa técnica está sendo investigada.

O impacto da falha não se limitou a Congonhas. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país, também registrou uma paralisação momentânea em suas operações. Em comunicado, a GRU Airport explicou que a interrupção foi consequência direta da pane no terminal da zona sul. Já o Aeroporto Campo de Marte, dedicado à aviação executiva e de helicópteros, na capital paulista, precisou suspender suas atividades por vários minutos, retomando os trabalhos somente às 10h34.

Publicidade
Publicidade

Enquanto os aeroportos de São Paulo enfrentavam transtornos, o RIOgaleão - Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, seguiu operando normalmente. A concessionária do terminal carioca informou que, durante o período crítico, recebeu emergencialmente voos que tinham como destino São Paulo e destacou que não precisou cancelar nenhum pouso ou decolagem própria.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que, após a normalização do serviço em Congonhas, iniciou um levantamento detalhado das empresas aéreas e rotas afetadas pelo incidente. A agência reguladora também está realizando uma estimativa do número de passageiros impactados pela pane, um dado crucial para dimensionar os prejuízos e eventuais compensações.

O episódio desta quinta-feira reacende o debate sobre a infraestrutura e a segurança do sistema aéreo brasileiro, especialmente em um dos corredores mais movimentados do país. Enquanto as investigações técnicas avançam, passageiros e companhias aéreas aguardam esclarecimentos sobre as causas da falha e as medidas que serão adotadas para evitar a repetição de cenários semelhantes.