Operação da Polícia Civil do Paraná desarticula grupo suspeito de roubo milionário
Cinco pessoas foram presas e R$ 11,6 milhões em cheques apreendidos após roubo de joias em Londrina.
Publicado em 13/jan/26 | 16:04
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (13) uma operação de grande porte para desarticular um grupo criminoso suspeito de um roubo de R$ 15 milhões em joias, ocorrido em Londrina, no Norte do Estado. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de R$ 11,6 milhões em cheques, marcando um avanço significativo na investigação do caso.
O crime, que chocou a região, aconteceu em 18 de novembro de 2024. Segundo as investigações, quatro indivíduos armados, que se passaram por policiais, abordaram um veículo ocupado por três pessoas que vinham do Estado de São Paulo. Os criminosos utilizaram um carro preto para bloquear a via e anunciar o roubo, subtraindo os pertences das vítimas antes de fugir do local em outro veículo. No decorrer da apuração, a polícia identificou que o objeto do roubo incluía um lote de diamantes com valor estimado em aproximadamente R$ 15 milhões.
O delegado Mozart Rocha Gonçalves, responsável pelo caso, detalhou a estrutura do grupo criminoso. "Identificamos oito pessoas envolvidas: quatro executores diretos, um suspeito que atraiu as vítimas e fez negociações, uma sexta pessoa que deu apoio logístico da fuga e orientou a ação e outras duas, donas de um estabelecimento comercial que serviu de base para os executores antes e após o crime", afirmou o delegado. Ele ressaltou que o grupo possuía uma divisão clara de tarefas, com executores responsáveis pela abordagem, apoio logístico e uma liderança que articulava as ações.
Com base nas provas coletadas, a PCPR expediu cinco mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em Londrina e Ibiporã, no Paraná, e em Bauru e São Paulo, no Estado de São Paulo. Durante as buscas, os policiais apreenderam armas de fogo, munições e diversos cheques com quantias que somam R$ 11,6 milhões. A operação também contou com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), demonstrando uma cooperação interinstitucional eficaz.
Além das prisões e apreensões, a PCPR representou pelo sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 15 milhões, visando garantir a restituição dos prejuízos. A polícia ainda cumpriu mandados de busca contra as vítimas do roubo, diante de indícios de lavagem de dinheiro relacionados à origem dos diamantes, ampliando o escopo da investigação para incluir possíveis irregularidades na aquisição dos bens roubados.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde aguardam as próximas etapas do processo legal. A operação é vista como um golpe importante contra o crime organizado na região, destacando a capacidade da polícia em desmantelar redes criminosas complexas. As investigações continuam, com a possibilidade de novas prisões e apreensões à medida que novas evidências forem descobertas.