O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por crimes graves, incluindo desvio de armas apreendidas em operações, envolvimento com drogas e cargas roubadas. Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato, que é o desvio de dinheiro ou bens públicos por funcionário.

A ação penal é resultado de investigações do MPRJ sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, na zona norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa. As investigações constataram que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo Ferreira, que providenciava a venda do material.

O MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada. Com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e da Corregedoria da Polícia Militar, uma operação foi realizada nesta terça-feira (7) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.

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O caso se soma a outras notícias recentes envolvendo a polícia do Rio. O MPRJ já havia pedido imagens de câmeras dos PMs da Operação no Morro dos Prazeres e recomendado o uso correto das câmeras corporais pelas polícias do Rio. Além disso, entidades repudiaram a morte de uma médica por PMs no Rio, mostrando um contexto de preocupação com a atuação policial no estado.

A denúncia do MPRJ destaca a gravidade dos crimes, que envolvem policiais usando sua posição para atividades ilegais, comprometendo a segurança pública e a confiança nas instituições. O caso segue agora na Justiça Militar, que decidirá sobre a aceitação da denúncia e o andamento do processo contra os três sargentos.