A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta quinta-feira (26) uma megaoperação que resultou na prisão de 41 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de armamentos e drogas na região de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais. A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Municipal (GM), mobilizando 200 policiais em sete municípios paranaenses.
Os mandados judiciais foram cumpridos em Curitiba, Campo Largo, Jaguariaíva, Ponta Grossa, Reserva, Imbaú e Telêmaco Borba, totalizando 55 mandados de busca e apreensão. A operação utilizou recursos especiais como cães de faro e um helicóptero da PCPR para garantir a eficácia das diligências.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um arsenal considerável: quatro espingardas, diversas munições, R$ 7,5 mil em espécie, 1,5 quilo de maconha, 1,5 quilo de crack e 28 celulares. Dos 41 presos, 10 já se encontravam encarcerados e tiveram seus mandados cumpridos dentro do sistema penitenciário.
"Esta operação, que foi deflagrada de forma integrada entre as forças de segurança para o combate ao crime organizado, trará ainda mais segurança para a população de Telêmaco Borba e região", destacou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, em comunicado oficial.
As investigações que culminaram na megaoperação tiveram início há mais de um ano, a partir da apreensão de um celular durante uma ação da PMPR em Telêmaco Borba. As informações obtidas nesse dispositivo levaram a PCPR a identificar uma extensa rede de tráfico de armas e entorpecentes que operava na região.
O delegado João Paulo Lauandos, responsável pelas investigações, explicou que "essa organização criminosa atuava em Telêmaco Borba e região, com células nas regiões de Ponta Grossa e Curitiba", demonstrando a capilaridade do grupo que agora foi desarticulado.
A PCPR mapeou toda a estrutura da organização, identificando diferentes funções entre os integrantes: associados operacionais, fornecedores dos materiais ilícitos e esquemas de lavagem de dinheiro utilizando contas de laranjas. A complexidade da operação exigiu meses de trabalho investigativo antes da ação policial.
Todos os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde aguardam as medidas judiciais cabíveis. A operação representa um dos maiores golpes contra o crime organizado na região dos Campos Gerais nos últimos anos, segundo avaliação das autoridades de segurança pública.

