Linha 6-Laranja do metrô de SP atinge 77% das obras

Primeiro trecho começa a operar em 2026, com estações profundas e achados arqueológicos

Publicado em 07/jan/26 | 00:32
Linha 6-Laranja do metrô de SP atinge 77% das obras
Conhecido como ‘Linha das Universidades’, trecho passará por campi universitários de São Paulo. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

A tão aguardada Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, que promete revolucionar o transporte entre a Zona Norte e o centro da capital, chegou a 77% de conclusão das obras. O primeiro trecho, ligando as estações Brasilândia a Perdizes, está programado para começar a operar em outubro de 2026, trazendo alívio para milhares de paulistanos que enfrentam horas no trânsito diariamente.

Com 15,3 quilômetros de extensão e 15 estações totalmente subterrâneas, a linha fará o trajeto da Brasilândia até São Joaquim em aproximadamente 23 minutos – uma redução drástica em relação às 1h30 que se leva atualmente de ônibus. A previsão é que transporte cerca de 633 mil passageiros por dia, descongestionando outras linhas já saturadas.

Conhecida como "Linha das Universidades", a 6-Laranja terá paradas estratégicas próximas a importantes instituições de ensino superior da capital, como PUC, Mackenzie, FAAP, Unip e FMU. Na FAAP, inclusive, os estudantes terão acesso direto à estação dentro do campus, facilitando a vida acadêmica.

Uma das características mais impressionantes da nova linha é a profundidade de suas estações. Quando inaugurada, abrigará as quatro estações mais profundas do metrô paulistano. A campeã será a Itaberaba-Hospital Vila Penteado, no Jardim Iracema, com impressionantes 65,7 metros abaixo do solo – quase 25 metros mais funda que a atual recordista, a estação Santa Cruz (41,5 metros). Higienópolis-Mackenzie (64,86m), Bela Vista (60,68m) e PUC-Cardoso de Almeida (60,51m) completam o quarteto das mais profundas.

A tecnologia também marca presença nos novos trens, que serão totalmente autônomos – ou seja, não precisarão de condutores para operar. Cada composição terá seis carros com capacidade para até 2.044 passageiros, podendo atingir 90 km/h. O intervalo entre os trens será de apenas 75 a 90 segundos, garantindo frequência nunca vista antes no sistema.

Durante as escavações, as obras revelaram um passado histórico surpreendente. Foram identificados sítios arqueológicos, principalmente na região central próxima à futura Estação 14 Bis-Saracura, indicando ocupações humanas antigas na área. O Governo de São Paulo mantém um monitoramento arqueológico permanente, garantindo que qualquer vestígio encontrado – como fragmentos de cerâmica, utensílios, louças e peças ligadas à história da população negra na região – seja registrado, analisado e preservado.

Essa coexistência entre infraestrutura moderna e preservação histórica é um dos aspectos mais interessantes do projeto. Enquanto escava túneis profundos para o futuro, a obra resgata e protege fragmentos do passado, incorporando-os ao patrimônio cultural brasileiro.

Para acompanhar de perto esse megaprojeto, a Agência SP mantém a série "Por Dentro da Obra", com vídeos que mostram detalhes e curiosidades das construções. Nas redes sociais do Governo de São Paulo, é possível ver imagens impressionantes dos trilhos que em breve levarão milhares de passageiros por dia, conectando extremos da cidade que hoje parecem distantes.


Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br

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