A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar neste domingo (1º), após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciar o lançamento de um ataque contra o território israelense e pelo menos 27 bases americanas na região. A ação é uma resposta direta ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorrido no sábado (28).

"As Forças Armadas darão uma vingança diferente e decisiva", escreveu a IRGC em comunicado. A organização detalhou que "a sexta onda da Operação Verdadeira Promessa 4 foi executada de forma decisiva por meio de extensos ataques com mísseis e drones da IRGC contra os territórios ocupados e as bases militares americanas na região". Segundo as forças iranianas, os alvos incluíam o quartel-general do Exército israelense em Hakirya, Tel Aviv, um complexo industrial de defesa na mesma cidade e uma base aérea na capital israelense.

Em resposta, o Exército israelense pediu à população que permanecesse em locais seguros até novo aviso, sem fornecer mais detalhes. Paralelamente, Israel afirmou ter lançado uma ampla onda de ataques no centro de Teerã e estar buscando dominar os céus sobre a capital. A Força Aérea de Israel realizou operações para abrir o "caminho para Teerã", com os militares israelenses alegando que a maioria dos sistemas de defesa aérea no oeste e centro do Irã havia sido desmantelada.

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A escalada do conflito começou com a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada no sábado (28), que deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas. O assassinato de Khamenei foi confirmado pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado, no horário de Brasília. Nas primeiras horas do dia, milhares de iranianos foram às ruas em várias cidades para protestar contra o crime e lamentar a morte do líder.

Diante do vácuo de poder, o Irã anunciou a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. O conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, conforme informou o jornal estatal Terah Times. A medida busca estabilizar o governo em meio à crise.

Outros países da região também foram afetados. Do Catar, o Ministério da Defesa anunciou que havia "impedido com sucesso" o impacto de aproximadamente 18 mísseis que tinham como alvo diversas áreas do país, demonstrando como o conflito pode se espalhar pelo Oriente Médio.

Internacionalmente, as reações têm sido de preocupação. O Brasil manifestou inquietação com a escalada da violência, enquanto o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou responder com força "nunca antes vista", conforme notícias relacionadas. A situação permanece volátil, com temores de que os confrontos possam levar a uma instabilidade ainda maior na região.

As informações são baseadas em reportagens da Telesur e da Agência Reuters, que têm coberto os desdobramentos do conflito. A comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos passos, numa região já marcada por décadas de tensões.