Criado em 2023 pelo Governo de São Paulo, o Hub de Cuidados em Crack e outras drogas foi decisivo para solucionar o fluxo de usuários que por mais de 30 anos tomou conta do centro paulistano, na chamada Cracolândia. Desde sua criação, o polo atendeu 39,3 mil dependentes químicos e encaminhou 34,6 mil para tratamento em hospitais especializados e casas terapêuticas.
Funcionando como porta de entrada para assistência médica, psicológica e social, o Hub realizou a triagem de quase 15 mil pessoas por ano em 2023 e 2024. No auge da operação de desmonte da cracolândia, em 2024, encaminhou mais de 13,5 mil atendimentos intensivos: 8.558 para hospitais, 3.698 para comunidades terapêuticas e 1.478 para outros serviços de saúde.
Mesmo após o fim da cena aberta, em maio de 2025, o Hub continua ativo. No primeiro trimestre de 2026, já encaminhou 3.242 pessoas para tratamento especializado. “O Hub de Cuidados foi peça central nessa transformação, oferecendo acolhimento, tratamento e oportunidade de recomeço para milhares de pessoas. O fim da cena aberta é resultado de planejamento, trabalho integrado e da coragem de enfrentar um problema que por anos foi ignorado”, afirmou o vice-governador Felício Ramuth.
O perfil dos pacientes atendidos entre março de 2025 e março de 2026 revela que 95% são homens, 80% estão em situação de rua, 87% vêm da região central, 61,5% usam drogas há mais de um ano e 51,3% consomem crack e cocaína simultaneamente. Para dar suporte à demanda, o estado dispõe de 728 leitos de internação específicos para dependentes químicos, dos quais 588 foram abertos na atual gestão. Além disso, foram criados 13 Complexos de Casas Terapêuticas, que acolhem 850 pessoas, e 10 Espaços Prevenir, voltados à orientação familiar e prevenção de recaídas.
Pela primeira vez em quase três décadas, a cracolândia deixou de existir como problema estrutural no centro de São Paulo. A solução veio com ações intersetoriais que combinaram o desmantelamento do ecossistema do crime organizado, a requalificação urbana e a ampliação inédita de serviços de saúde e assistência. A desocupação da favela do Moinho, principal área de fornecimento de drogas, e a remoção do fluxo das ruas Helvétia, Dino Bueno, Alameda Cleveland, Praça Princesa Isabel e Rua dos Protestantes – totalmente desocupada em maio de 2025 – simbolizam o sucesso da operação conjunta entre Governo do Estado e Prefeitura, unindo segurança, saúde, assistência social, zeladoria, desenvolvimento econômico e habitação.

