A cidade de São Paulo começou 2025 com uma notícia que traz alívio aos paulistanos: os homicídios dolosos registraram o menor número da história para o mês de janeiro. Foram 34 casos no primeiro mês do ano, uma marca que representa uma queda expressiva de 26% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 46 registros.
Os números positivos não param por aí. Os latrocínios (roubos seguidos de morte) também apresentaram redução, caindo de 4 para 2 casos no comparativo entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025. Essa marca iguala o ano de 2007 como o menor da série histórica para o crime. Em 2024, o crime já havia fechado o ano com o índice mais baixo de casos desde o início da contabilização.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou dados que mostram queda também em outros crimes graves. Os feminicídios caíram de 7 para 5 casos, enquanto os estupros passaram de 270 para 245 registros — uma redução de 9,2% na capital paulista.
Plataforma tecnológica como aliada
Segundo a SSP, a queda nos índices passa por ações estratégicas da atual gestão, com destaque para a criação da plataforma SPVida, que auxilia no monitoramento e análise das informações sobre crimes contra a vida. A ferramenta, disponível no site da SSP no portal da transparência, ajuda a compreender a dinâmica das ocorrências, com dados sobre data, hora, bairro, idade e sexo das vítimas.
O coordenador do programa, major Hudson Rosa, explicou que "o programa possibilita uma melhor fundamentação das políticas públicas de segurança, tanto no campo de polícia judiciária, quanto no policiamento ostensivo, alocando recursos para as unidades da PM". Ele complementou: "Em outras palavras, o SPVida ajuda a entender o fenômeno de acordo com as particularidades de cada ocorrência e prepara a polícia para atuar de forma preventiva a fim de evitar que determinado crime não ocorra".
Trabalho integrado e tecnologia
Os batalhões da Polícia Militar e as delegacias possuem aplicativos para acompanhar de perto o monitoramento dos homicídios em todo o estado e ajudar nas estratégias de prevenção. Além disso, a rapidez nas investigações, o acompanhamento da perícia e os equipamentos tecnológicos usados na elucidação dos casos pela Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica têm ajudado a prender os autores dos crimes, evitando a reincidência criminal.
O trabalho integrado entre as polícias também rendeu resultados concretos em janeiro: 242 armas de fogo ilegais foram retiradas das ruas, número 11% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. Entre as armas apreendidas, quatro eram fuzis.
Os dados mostram que, mesmo diante dos desafios que uma metrópole como São Paulo enfrenta, a combinação de tecnologia, trabalho integrado entre as forças de segurança e ações preventivas está gerando resultados concretos na redução dos crimes mais graves na capital paulista.

