INTRODUÇÃO

A startup de defesa Hermeus, sediada em Los Angeles, acaba de se tornar um unicórnio ao levantar US$ 350 milhões em uma rodada de financiamento que elevou sua valoração para US$ 1 bilhão. A captação, anunciada nesta terça-feira, combina US$ 200 milhões em capital próprio, liderados pela Khosla Ventures, com US$ 150 milhões em dívida, uma estratégia que o CEO AJ Piplica descreve como crucial para manter o controle da empresa enquanto expande suas capacidades de fabricação de hardware.

DESENVOLVIMENTO

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O investimento ocorre em um momento de forte fluxo de capital para startups de tecnologia de defesa. Dados do PitchBook mostram que o investimento de venture capital no setor ultrapassou US$ 9 bilhões em 265 rodadas globalmente no ano passado, com investidores corporativos contribuindo com US$ 2 bilhões em 28 rodadas. Para a Hermeus, no entanto, o sucesso na captação não se deve apenas ao timing favorável.

Piplica atribui parte do êxito a uma mudança técnica estratégica realizada há alguns anos. Inicialmente, a startup desenvolvia seu próprio motor, mas após se aproximar da RTX Ventures, braço de venture capital da RTX Corporation (antiga Raytheon), surgiu uma nova oportunidade. A equipe da Hermeus optou por colaborar com a subsidiária Pratt & Whitney da RTX para modificar o motor F100, visando alimentar sua aeronave hipersônica não tripulada, que a empresa proclama ser a "mais rápida" do mundo.

CONCLUSÃO

A rodada de US$ 350 milhões, com participação de investidores existentes como Canaan Partners e Founders Fund, além de novos aportes de conglomerados como a Cox Enterprises, posiciona a Hermeus como um player significativo no competitivo mercado de defesa. A estratégia de financiamento mista, priorizando dívida para reduzir diluição, reflete uma abordagem madura para escalar operações de hardware intensivo, enquanto a parceria com a Pratt & Whitney acelera o desenvolvimento tecnológico rumo à concretização de sua visão hipersônica.