O Governo de São Paulo está investindo mais de R$ 2,8 milhões em subsídios para ajudar famílias a conquistar o primeiro imóvel por meio da nova edição do Feirão Casa Paulista. O evento acontece de quinta-feira (26) até domingo (1º) em seis municípios paulistas, oferecendo 235 novas cartas de crédito imobiliário concedidas a fundo perdido, com valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 13 mil.

Os feirões serão realizados em Araraquara, Campinas, Itu, Marília, São José do Rio Preto e Sumaré, atendendo diferentes regiões do estado. Esta iniciativa faz parte do programa Casa Paulista, que retomou suas atividades no final de janeiro após um período de análises, consolidando-se como um instrumento eficaz de acesso à moradia para famílias de baixa renda.

Como participar do programa

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Para ter direito ao benefício, as famílias precisam atender a requisitos específicos: possuir renda familiar de até três salários mínimos, não ter imóvel no próprio nome, não possuir financiamento imobiliário ativo e não ter sido beneficiada por outro programa habitacional. Os interessados devem encaminhar o Termo de Adesão exclusivamente para o e-mail feirao@casapaulista.sp.gov.br.

Locais e horários dos feirões

Os atendimentos acontecem em endereços específicos de cada cidade, com horários variados. Em Araraquara, o feirão ocorre na Avenida Padre Francisco Salles Colturato, 870, Vila Nice, entre 28 de fevereiro e 1º de março, das 9h às 18h. Em Campinas, na Avenida Brasil, 228 – Jardim Chapadão, no mesmo período e horário.

Itu recebe o evento na Rua Arquiteto Márcio João de Arruda, 207 – Vila Leis, de 26 de fevereiro a 1º de março, das 9h às 18h. Já Marília terá atendimento na Avenida Rio Branco, 686 – Jardim Alto Cafezal, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, das 9h às 14h.

São José do Rio Preto realiza o feirão na Rua Bernardino de Campos, 4762 – Vila Redentora, também nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, das 9h às 14h. Sumaré fecha a programação na Rua José Vedovatto, 1723 – Bom Retiro, de 26 de fevereiro a 1º de março, das 9h às 19h.

Critérios rigorosos para agilidade

Para esta nova fase, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) estabeleceu critérios de priorização que garantem maior agilidade nas entregas. Terão preferência os empreendimentos com previsão de entrega das chaves ainda em 2026. Além disso, os imóveis devem possuir no mínimo dois dormitórios e estar devidamente contratados junto à Caixa Econômica Federal até a data final do feirão.

O evento segue as normas da Resolução SDUH nº 43, de 22 de agosto de 2025. Durante os feirões, as construtoras podem ofertar tanto unidades de empreendimentos já cadastrados quanto novos projetos que recebem aporte pontual para o evento, desde que utilizem financiamento via FGTS.

Resultados expressivos do programa

A primeira etapa do Feirão Casa Paulista, realizada entre setembro e dezembro de 2025, apresentou números significativos: foram emitidas 4.507 cartas de crédito, com investimento estadual de R$ 32,7 milhões em subsídios, contemplando 241 empreendimentos em 13 regiões administrativas do estado.

Desde o início da atual gestão, o Casa Paulista já entregou 46,8 mil moradias na modalidade Carta de Crédito Imobiliário (CCI), com aporte de R$ 573,7 milhões e impacto de aproximadamente R$ 24,8 bilhões na economia paulista. Outros 56,5 mil imóveis seguem em produção, com investimento de R$ 718,9 milhões.

Impacto social comprovado

Levantamento da SDUH revela o perfil das famílias beneficiadas pelo programa. Nos empreendimentos participantes, a renda média das famílias que recebem os subsídios estaduais é de R$ 2,8 mil, equivalentes a 1,87 salário mínimo em 2025. Em contraste, nos mesmos empreendimentos, a renda média dos compradores que não utilizam o benefício do Casa Paulista é de R$ 5,2 mil (3,44 salários mínimos).

Esses números evidenciam o impacto social do programa, que prioriza famílias com menor poder aquisitivo, democratizando o acesso à moradia própria. Os subsídios demonstram o compromisso do Governo de São Paulo em ampliar o atendimento habitacional e oferecer apoio às famílias que mais necessitam de assistência do estado.

Após o encerramento dos feirões, as empresas organizadoras têm o prazo de cinco dias úteis para enviar à SDUH um relatório detalhado com informações das famílias atendidas e das unidades negociadas, subsidiando a autorização para a liberação dos recursos.