INTRODUÇÃO

O cenário tradicional de investimento em startups está passando por uma transformação significativa. Enquanto por décadas o acesso a empresas promissoras era dominado por fundos de venture capital, o atual frenesi em torno da inteligência artificial está redefinindo as regras do jogo. Escritórios familiares e gestores de patrimônio privado estão cada vez mais optando por investir diretamente em startups de IA, buscando um lugar à mesa de forma mais imediata e estratégica.

DESENVOLVIMENTO

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Mitch Stein, fundador da Arena Private Wealth, destaca que as empresas estão permanecendo privadas por mais tempo e que as ofertas públicas iniciais (IPOs) são menos frequentes historicamente. "Muito dinheiro está sendo gerado bem antes das empresas abrirem capital, e atualmente os mercados privados são dominados por muitos desses nomes de IA", afirmou Stein ao TechCrunch. A Arena recentemente co-liderou uma rodada de US$ 230 milhões na startup de chips de IA Positron, garantindo inclusive um assento no conselho da empresa.

Essa movimentação representa uma mudança deliberada de alocadores passivos para participantes ativos nos mercados de capital. A urgência é palpável: "A infraestrutura de IA do mundo está sendo construída agora, então você vai entrar cedo e ter a oportunidade de fazer mais investimentos primários... e realmente construir um portfólio, ou vai perder e ficar fazendo apostas aleatórias", alerta Ari Schottenstein, chefe de alternativas da Arena. Stein foi ainda mais direto: "Seu maior risco é não ter exposição à IA, não o que pode acontecer com seus investimentos em IA".

CONCLUSÃO

Os números confirmam essa tendência. Em fevereiro, escritórios familiares realizaram 41 investimentos diretos em startups, quase todos ligados à inteligência artificial. Nomes de alto perfil como o Emerson Collective de Laurene Powell Jobs, o escritório familiar de Azim Premji e o Hillspire de Eric Schmidt estão entre os que estão fazendo movimentos diretos. A corrida pelo ouro da IA está reconfigurando não apenas a tecnologia, mas também a própria arquitetura do capital de risco, com investidores privados assumindo um papel cada vez mais central e ativo na construção do futuro tecnológico.