A Copel concluiu a instalação de sistemas de geração de energia solar em ilhas do Litoral do Paraná, em um investimento de R$ 20 milhões. Os novos equipamentos beneficiam diretamente 215 clientes de 11 comunidades da região litorânea, levando energia renovável e confiável a locais de difícil acesso.

Os sistemas foram instalados em 21 unidades consumidoras na Ponta Oeste da Ilha do Mel, em Paranaguá; 17 na aldeia indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, também em Paranaguá; e outras 177 situadas em nove comunidades tradicionais do Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba: Abacateiro, Ararapira, Barbados, Barra do Ararapira, Canudal, Saco do Morro, Sibuí, Vila Fátima e Vila Rita.

Cada residência ou comércio recebeu placas solares individuais e baterias com autonomia de 48 horas, capazes de armazenar a energia gerada durante o dia para uso noturno. As estruturas garantem consumo mínimo de 80 kWh por mês, podendo chegar a 128 kWh/mês em épocas de maior incidência solar. Isso permite o uso de geladeiras, máquinas de lavar, televisores, computadores e outros eletrodomésticos comuns.

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Para o aquecimento de chuveiros, a Copel vai instalar, por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), sistemas solares de aquecimento de água com boiler, independentes das placas fotovoltaicas.

A disponibilização de energia limpa e renovável trouxe alegria a Isolina Dias Mendonça, professora aposentada que tem residência na comunidade de Vila Fátima, em Guaraqueçaba. Segundo ela, agora é possível substituir o lampião a gás e ter facilidades como carregar o telefone celular. “Para nós, isso é emocionante. Isso vai suprir as necessidades da comunidade”, afirma.

O pescador Hamilton Amorim Lopes, também de Vila Fátima, comemora: “Esperávamos por isso há anos. A gente usava lâmpada com bateria de carro, mas a carga durava pouco. Agora podemos ligar televisão, geladeira, ventilador”.

Tecnologia de ponta

As baterias de íons de lítio com fosfato de ferro são um diferencial tecnológico do projeto, segundo o diretor comercial da Copel, Julio Omori. “Com baterias de íons de lítio com fosfato de ferro, entregamos um sistema muito mais confiável”, afirma. A energia solar foi escolhida por dois motivos principais: o avanço tecnológico e o baixo rendimento, e a baixa necessidade de manutenção, ideal para áreas de difícil acesso.

Sistemas individuais

A opção por sistemas individuais, em vez de coletivos, deve-se à possibilidade de gestão por cada morador e ao baixo impacto ambiental. “A agressividade é praticamente nula do ponto de vista de licença ambiental, supressão de vegetação, escavação e fundação. É uma instalação muito menos intrusiva. E mais rápida”, destaca Omori.

Medidores inteligentes

O projeto conta com medidores inteligentes em fase de implantação, que permitirão monitoramento contínuo e remoto a partir de Curitiba. Os clientes poderão acompanhar o consumo pelo aplicativo da Copel. “O medidor pode informar algum tipo de anomalia e permitir obter informações dos sistemas de bateria”, diz Omori.