CES 2026: O lado sombrio dos wearables de saúde revelado em estudo
A explosão dos dispositivos de saúde vestíveis pode gerar milhões de toneladas de lixo eletrônico até 2050.
Publicado em 07/jan/26 | 00:46
INTRODUÇÃO
Enquanto as empresas de tecnologia apresentam seus mais novos wearables de saúde na CES 2026 em Las Vegas, um estudo revela um problema ambiental de grandes proporções que raramente é mencionado nos anúncios. A pesquisa, conduzida pelas universidades Cornell e Chicago, alerta que a demanda por esses dispositivos pode atingir 2 bilhões de unidades anuais até 2050, um aumento de 42 vezes em relação aos números atuais.
DESENVOLVIMENTO
O estudo publicado na revista Nature aponta que, se não houver mudanças na forma como esses gadgets são produzidos, eles poderão gerar mais de um milhão de toneladas de lixo eletrônico e 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono no mesmo período. Surpreendentemente, o maior vilão ambiental não é o plástico, mas sim a placa de circuito impresso, o "cérebro" do dispositivo, que responde por 70% da pegada de carbono. Isso se deve principalmente à mineração intensiva e aos processos de fabricação envolvidos.
Os pesquisadores propõem duas soluções principais: desenvolver chips utilizando metais comuns, como o cobre, em vez de minerais raros como o ouro, e criar dispositivos modulares onde a placa de circuito possa ser reutilizada enquanto a carcaça externa é substituída. Como destaca um dos coautores do estudo, "quando esses dispositivos são implantados em escala global, pequenas escolhas de design se somam rapidamente".
CONCLUSÃO
O relatório serve como um alerta crucial para a indústria de tecnologia e para os consumidores: a inovação em wearables de saúde não pode ignorar seu impacto ambiental. A adoção de designs mais sustentáveis e a reutilização de componentes são passos essenciais para evitar que o avanço tecnológico se torne uma carga insustentável para o planeta nas próximas décadas.