Casos de SRAG apresentam queda no Brasil, aponta boletim da Fiocruz
Em 2025, foram registradas 13.678 mortes por síndrome respiratória grave no país.
Publicado em 08/jan/26 | 21:02
O primeiro boletim InfoGripe de 2026, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (8), traz um alento para o cenário de saúde respiratória no Brasil. O relatório indica que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a nível nacional, apresenta sinal de queda nas tendências de longo e de curto prazo. Além disso, em quase todos os estados e capitais, não há incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, um cenário que contrasta com períodos mais críticos da pandemia.
Durante o ano de 2025, o país registrou um total de 13.678 mortes por SRAG, um dado que ressalta o impacto contínuo das doenças respiratórias graves na população brasileira. Nas últimas oito semanas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Isso significa que, enquanto a incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, a mortalidade se concentra principalmente nos idosos, um padrão que exige atenção diferenciada das autoridades de saúde.
Em relação aos vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus. Esses patógenos, embora menos letais para adultos saudáveis, podem causar complicações graves em grupos mais vulneráveis, como bebês e pessoas com condições pré-existentes. O boletim alerta que, por se tratar de um cenário que inclui as quatro últimas semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade estão sujeitas a alterações, exigindo monitoramento constante.
Dos 13.678 óbitos por SRAG notificados em 2025, 6.889 (50,4%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 5.524 (40,4%) foram negativos e ao menos 222 (1,6%) aguardavam resultado laboratorial no momento da análise. Entre os óbitos positivos, a distribuição por vírus revela que 47,8% são de influenza A, 1,8% de influenza B, 10,8% de vírus sincicial respiratório, 14,9% de rinovírus e 24,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Esses números destacam a diversidade de agentes infecciosos em circulação e a importância da vigilância para orientar políticas públicas.
A análise do InfoGripe abrange a Semana Epidemiológica 53, no período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026, oferecendo um retrato atualizado do cenário respiratório no país. A Fiocruz ressalta que, apesar da queda geral, é crucial manter medidas preventivas, como vacinação e higiene, especialmente em grupos de risco. O boletim serve como um instrumento valioso para gestores de saúde e a população, ajudando a antecipar tendências e a mitigar surtos futuros.